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Manter-se a leste ou virar a oeste: o dilema da Bielorrússia

Manter-se a leste ou virar a oeste: o dilema da Bielorrússia
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Fica na Europa, partilha fronteiras com três países da União Europeia, mas não faz parte do bloco. No entanto, e apesar da histórica "intimidade" com Moscovo, esta antiga república soviética tem vindo a dar mostras de querer aproximar-se de Bruxelas.

A Bielorrússia começou a distanciar-se da Rússia depois da anexação da Crimeia, em 2014. O receio de que o Kremlin estivesse a iniciar uma expansão territorial motivou o país liderado por Aleksandr Lukashenko a tentar suavizar as posições políticas para agradar ao ocidente.

Este ano, o governo de Minsk permitiu aos cidadãos, por exemplo, celebrarem o chamado Dia da Liberdade pela primeira vez.

Retirou também uma lei controversa, similar ao que havia na era soviética, que obrigava os desempregados a pagar um apelidado "imposto parasita". Isto, porém, depois de protestos se terem feito ouvir nas ruas.

Antes, a Bielorrússia já tinha libertado prisioneiros políticos, o que levou a União Europeia a levantar em 2016 a maioria das sanções aplicadas ao país.

Certas quotas nas exportações bielorrussas também foram removidas. Um pacote de incentivos foi concedido e acesso a financiamento foi disponibilizado.

Ainda assim, a Bielorrússia mantém um controlo apertado à oposição, restringiu fortemente a liberdade de imprensa e é o derradeiro país europeu ainda com pena de morte.

As relações com Moscovo, ainda que não tão próximas como antes, mantêm-se fortes.

O país faz parte da União Económica Euro-asiática e do Tratado da Organização da Segurança Coletiva, dois grupos liderados pela Rússia.

A Bielorrússia é dependente do petróleo e do gás, e desfruta de grande apoio da Rússia, o grande parceiro comercial. A Europa, a ocidente, surge em segundo.

Estará então a Bielorrússia a apontar o futuro para leste ou para ocidente? Estará a caminho de uma transição lenta para mais democracia ou a proteger a autocracia sob a mão de ferro do presidente Lukashenko?

A nossa repórter de Insiders, Valerie Gauriat conseguiu um muito raro acesso a membros da oposição bielorrussa, a ativistas de direitos humanos e a algumas vozes oficiais no país.

Assista a esta exclusiva reportagem no leitor no topo desta página.