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Um supermercado cooperativo, participativo e sem fins lucrativos

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Um supermercado cooperativo, participativo e sem fins lucrativos

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Um supermercado cooperativo, participativo e sem fins lucrativos: o conceito parece-lhe estranho ou pouco viável?

Quase com 2000 membros nos pouco mais de seis meses desde a abertura, o BEES Coop, em Bruxelas, é uma receita de sucesso. Os aderentes participam na escolha dos produtos e produtores, na distribuição e mesmo nas caixas do supermercado, em troca de um maior controlo sobre o que levam para casa.

Enrico de Sanso, cofundador do BEES Coop:
"Não queriamos criar simplesmente um supermercado ou uma cooperativa sem atividade comercial. Por isso, misturámos as duas coisas, para mostrar que existe uma alternativa económica e que essa alternativa económica pode também ter valores e objetivos sociais, para criar uma comunidade e um mundo diferente."

Dounia Tadli, cliente e membro do BEES Coop:
"Gosto do facto de termos um papel ativo, como por exemplo na escolha dos produtos. Existem critérios que são bastante mais éticos e ambientalistas, em comparação com as grandes superfícies, que estão mais orientadas para o lucro e a rentabilidade".

O BEES Coop não é o único supermercado participativo na Bélgica, com outro exemplo de sucesso no Coopéco, em Charleroi. Mas a ideia original - também já transladada para outros países europeus - tem várias décadas e vem do outro lado do Atlântico. Em 1973, nascia a Park Slope Foop Coop, em Brooklyn, que o realizador Tom Boothe deu a conhecer ao mundo num documentário difundido em 2016.