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Milícias moçambicanas foram treinadas pelo Al-Shabab, diz estudo

Milícias moçambicanas foram treinadas pelo Al-Shabab, diz estudo
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De  Ricardo Figueira
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Estudo feita por três académicos faz ligação direta entre os ataques de Mocímboa da Praia e grupos radicais do Congo, Quénia e Somália.

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Os autores dos ataques do ano passado no norte de Moçambique foram treinados por milícias armadas no Congo, Quénia e Somália, incluindo o grupo Al-Shabab. Um grupo de três investigadores publicou agora um estudo, chamado "Radicalização islâmica no Norte de Moçambique", onde ligam diretamente as milícias islâmicas aos ataques em Mocímboa da Praia.

João Pereira, um dos autores deste estudo, feito com base em 125 entrevistas, explica o processo: "Este grupo de 30 ou 40 indivíduos foi treinado para regressar às células religiosas e, a partir daí, formar células militares para dar início a um processo de confronto com as instituições do Estado". Quanto aos objetivos, conclui: "O primeiro objetivo é causar instabilidade na região e dar início a negócios ilegais envolvendo as lideranças desses grupos. De seguida, aproveitar esses negócios para alimentar redes com as quais mantêm ligações, como milícias no Congo, Somália, Quénia e Tanzânia".

A vila piscatória de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, foi alvo de dois ataques em outubro e novembro do ano passado, em outubro e novembro, que fizeram ao todo oito mortos, entre civis e membros das forças de segurança e vários feridos. Na altura, as autoridades moçambicanas não relacionaram diretamente os dois atentados. no de novembro, foram vandalizadas casas, lojas e uma igreja cristã.

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