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Médicos que trataram os Skripal pensavam que pai e filha não sobreviveriam

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Médicos que trataram os Skripal pensavam que pai e filha não sobreviveriam

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A equipa médica que reverteu a sentença de morte do ex-espião russo Serguei Skripal e da filha não esconde a surpresa com a alta hospitalar.

Em entrevista à BBC, o responsável pelos Cuidados Intensivos do Hospital de Salisbury, Stephen Jukes, revelou que chegou a pensar no pior desfecho para o caso que apanhou tudo e todos de surpresa: "Quando nos apercebemos que se tratava de um agente neurotóxico não esperávamos que sobrevivessem. Recorremos a todas as terapias. Assegurámo-nos que tinham os melhores cuidados clínicos mas acreditávamos, perante as evidências, que não iriam sobreviver."

A diretora de enfermaria do Hospital de Salislbury, Lorna Wilkinson, admitiu que chegou a temer a possibilidade de terem de prestar apoio a mais feridos depois do internamento do polícia Nick Bailey, mas não foi a única.

"Houve uma verdadeira preocupação sobre a dimensão que as coisas poderiam alcançar. Passámos de ter apenas dois pacientes para um cenário que podia envolver muitas mortes. Não sabíamos grande coisa na altura."

Christine Blanshard, a diretora médica do Hospital de Salisbury acrescenta: "Temos experiência mundial sobre tratar três pessoas com efeitos de envenenamento com Novichok. Penso que é certo dizer que ainda estamos a aprender."

Desconhece-se o impacto do envenenamento a longo prazo. Sergei Skripal sobreviveu tal como a filha.

Em entrevista à Reuters, Yulia Skripal referiu que está a recuperar de forma "lenta e dolorosa" mas que gostaria de voltar à Rússia "a longo prazo."