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Rússia 2018: As possíveis surpresas e os estreantes

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Rússia 2018: As possíveis surpresas e os estreantes

O "11" de Portugal no último teste antes do início do Mundial
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REUTERS/Rafael Marchante
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Em quase todas as edições do Campeonato do Mundo houve pelo menos uma equipa que acabou por revelar-se a surpresa do torneio.

Quem não se lembra da Coreia do Sul na meia-final de 2002 ou da Croácia no campeonato de 1998? Vamos ver quais poderão ser este ano as surpresas.

Portugal vai querer repetir na Rússia o sucesso do Euro2016, apesar do treinador Fernando Santos ter deixado de fora alguns jogadores que estiveram na final de Paris, sobretudo Éder, o homem do golo do título.

Como seria de esperar, todos os olhos estarão em Cristiano Ronaldo. Msmo com o melhor do mundo a 100 por cento, a eficácia no ataque tem sido uma das lacunas nos grandes torneios.

A linha defensiva tem na maioria jogadores com idades acima dos 30 -- Bruno Alves, Pepe e José Fonte, por exemplo, têm 36, 35 e 34 anos --, mas a consistência revelada permite ter esperança na manutenção do acerto à frente de Rui Patrício.

Apesar de estar num grupo relativamente fraco, na fase de qualificação a Inglaterra ganhou 10 jogos e sofreu apenas três golos. Além disso, a seleção é das melhores que já vimos com jogadores jovens de talento, como Harry Kane, que têm experiência ao mais alto nível.

A seleção da Bélgica conta com promessas como Kevin de Bruyne, Eden Hazard ou Romelu Lukaku. Os Diabos Vermelhos belgas são considerados a próxima grande potência do futebol, com novos talentos e chances a nível internacional. No entanto, em torneios recentes a equipa não esteve em boa forma e por isso a seleção terá que provar na Rússia que é de facto uma "geração de ouro".

A arma secreta do Uruguai está na linha de frente, que conta com as estrelas internacionais Luis Suarez e Edinson Cavani. Apesar de estar a abrandar o ritmo, o capitão da equipa Diego Godin, organizador da linha defensiva, continua a ser uma figura vital e a marcar golos.

Eterna candidata ao troféu, a Argentina está em busca da glória na Rússia, depois de ter perdido a final de 2014 contra a Alemanha. Além de ter o melhor jogador do mundo, Lionel Messi, a albiceleste têm outros ofensivos capazes de fazer a vida difícil ao adversário, como Angel Di Maria, Sergio Aguero e Gonzalo Higuain, que se têm destacado na Europa.

As seleções que participarão no campeonato pela primeira vez na sua história são duas, uma de um país com menos de 4 milhões de habitantes, a Islândia, e a outra de um com pouco mais que 300.000, o Panamá.

A Islândia, que é a nação mais pequena de sempre a qualificar-se para o mundial, vai dar o seu máximo e não deve ser subestimada. Depois do sucesso há dois anos no Euro 2016, onde chegaram aos quartos-de-final, a seleção está pronta para surpreender novamente e a apoiá-la estará, sem dúvida, uma enorme multidão de víquingues.

Quanto ao Panamá, desde 1978 que a equipa tenta ultrapassar a fase da qualificação para o campeonato e agora que o sonho se tornou realidade, os adeptos na Rússia serão muitos e, mesmo que as expectativas fiquem aquém, a seleção promete levar os ânimes ao rubro e o país viverá todos os jogos como se fossem a final.

E por fim, a outra novidade neste campeonato são as idades do participantes. O guarda-redes egípcio Essam El-Hadari está nos seus 45 enquanto o jogador mais jóvem é Daniel Arzani, que joga pela Austrália e tem apenas 19 anos, sendo 15 dias mais novo do que o françês Kylian Mbappé.