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Sentsov cumpre 100 dias de greve de fome na prisão

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Sentsov cumpre 100 dias de greve de fome na prisão

Sentsov cumpre 100 dias de greve de fome na prisão
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Com uma saúde cada vez mais frágil, o cineasta ucraniano Oleg Sentsov cumpre 100 dias de greve de fome numa prisão do norte da Rússia, sem qualquer sinal de uma eventual libertação por parte do Kremlin, apesar da pressão ocidental.

A ONG Amnistia Internacional viu negado o pedido para se encontrar com o realizador.

O vice-presidente da organização em França, Francis Perrin, afirma que "esta recusa é totalmente inaceitável. É muito importante que seja observado por peritos médicos independentes. Não é possível ter a certeza de que o seu estado de saúde é estável, como diz o vice-diretor dos serviços penitenciários federais russos".

Opositor da anexação da Crimeia, o cineasta de 42 anos exige a libertação de "todos os presos políticos" ucranianos detidos na Rússia.

A prima, Natalia Kaplan, garante que ele está bastante fraco, mas diz que "o apoio dos outros ajuda muito. Quando há pessoas dispostas a lutar, não se pode desistir. Oleg apoia esse combate e não é um suicida, nem quer morrer. Enquanto ele lutar, não se pode desistir".

De líderes ocidentais, a personalidades do mundo do cinema, têm-se multiplicado os apelos à sua libertação. Senstov foi condenado em 2015 a 20 anos de prisão por "terrorismo" e "tráfico de armas", num processo classificado de "estalinista" pela Amnistia Internacional.