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Demissão de Hulot fragiliza o discurso ecológico de Emmanuel Macron

Demissão de Hulot fragiliza o discurso ecológico de Emmanuel Macron
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De  João Paulo Godinho
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O politólogo Yves Sintomer, professor universitário em Paris, enfatiza o simbolismo da saída do ativista ambiental para a retórica ecológica do presidente francês.

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Como um fenómeno natural, a demissão do ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot,  apanhou de surpresa a sociedade francesa.

Desta vez, o Presidente de França, Emmanuel Macron, foi o último a saber que o governo tinha sofrido uma baixa de forte peso "simbólico", como defende o politólogo Yves Sintomer, professor universitário em Paris.

"Antes de mais, esta demissão simboliza que a ação do governo nas questões ecológicas não está à altura. Ela não corresponde às ambições do próprio Nicolas Hulot e não está à altura das promessas que o Presidente Macron fez quando foi eleito. Esta demissão tem também o simbolismo de mostrar pela questão ecológica - que é particularmente simbólica - que temos um governo que, tal como os predecessores, está centrado no curto prazo, com motivações eleitorais, e que se coloca nas mãos de lobbies e grupos de pressão", afirmou.

Mais do que o peso político, a saída de Hulot coloca em causa uma das bandeiras do discurso de Emmanuel Macron.

A figura do antigo ativista ambiental era um vínculo de credibilidade para a retórica ecológica do presidente francês.

Esta retórica ganhou ainda mais eco pela oposição a Donald Trump e à saída dos Estados Unidos da América do Acordo de Paris para as alterações climáticas. "Fazer o Planeta grande de novo", chegou a proclamar Macron, em oposição a Trump e numa alusão irónica ao 'slogan' que o levou à Casa Branca: "Fazer a América grande de novo".

"Penso que, infelizmente, temos novamente um governo no qual a retórica vem antes da ação e as promessas não correspondem realmente aos atos. É claro que há sempre uma parte de simbolismo na política do espetáculo. Não sejamos ingénuos. Mas poderíamos ainda esperar que os políticos tivessem uma correspondência o mais forte possível entre as palavras e os atos. No entanto, ainda não fizemos esse caminho", complementou.

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, deve anunciar o sucessor de Nicolas Hulot na pasta da Transição Ecológica nos próximos dias.

Nicolas Hulot esteve no cargo pouco mais de um ano, desde que Emmanuel Macron tomou posse como presidente de França a 14 de maio de 2017.

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