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Mangkhut deixa pelo menos oito mortos em Luzón

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Mangkhut deixa pelo menos oito mortos em Luzón

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O super tufão Mangkhut, o mais forte da temporada, castigou com violência o arquipélago das Filipinas, deixando pelo menos oito mortos e forçando milhares de pessoas a deixar as casas. Mais de 100 mil pessoas foram para outras zonas desta região predominantemente rural.

As mortes ficam a dever-se, de acordo com os serviços de resgate, a deslizamentos de terra. Uma jovem afogou-se e um agente de segurança morreu soterrado depois da queda de um muro. Na ilha de Taiwan, uma mulher foi levada pelo mar.

Espera-se que os números de vitimas mortais aumente nas próximas horas. De acordo com a agência noticiosa AFP, a trajetória de Mangkhut, passou por cerca de quatro milhões de residentes na ilha de Luzón, a maior do arquipélago.

Em 2013, o furacão Hayan foi o mais mortífero a afetar as Filipinas, com ondas gigantes, semelhantes às de um tsunami. Na altura, morreram e desapareceram mais de 7300 pessoas.

Rumo ao sul da China

O super tufão dirige-se agora para o Mar do Sul da China, ainda que mais enfraquecido, depois de ter atingido ventos na ordem dos 330 quilómetros por hora. As autoridades dizem que o tufão produz agora rajadas de 160 quilómetros por hora.

As autoridades de Macau e de Hong Kong estão atentas à chegada da tempestade. A companhia aérea Cathay Pacífic espera anular até 400 voos nos próximos dias.

Tanto em Macau como em Hong Kong os estabelecimentos depressa ficaram sem mantimentos, de supermercados a padarias. Os residentes das duas Regiões Administrativas Especiais chinesas preparavam-se para dias muito complicados.

Macau em alerta

As autoridades de Macau anunciaram que vão içar o sinal 1 de tempestade tropical assim que o Mangkhut estiver a menos de 800 quilómetros do território.

Em Macau, é no domingo que o tufão vai "passar pelo ponto mais próximo" do território, dia em que são esperados “ventos muito fortes e inundações graves" nas zonas baixas, provocadas por maré de tempestade. O nível da água pode subir entre um e 2,5 metros.

O tufão Hato, o pior nos últimos 53 anos, atingiu Macau a 23 de agosto passado e causou 10 mortos, mais de 240 feridos e prejuízos avaliados em 1,3 mil milhões de euros.