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Super tufão Mangkhut enfraquece rumo ao mar do sul da China

Super tufão Mangkhut enfraquece rumo ao mar do sul da China
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O tufão Mangkhut, o mais violento do ano, provocou a morte a pelo menos duas mulheres nas Filipinas, com fortes ventos e chuvas torrenciais. Uma terceira mulher morreu em Taiwan, varrida pelo mar revolto, de acordo com as autoridades.

A passagem do tufão causou quedas de árvores, telhados arrancados e cortes de energia em Luzon, a principal ilha do arquipélago filipino.

A zona atingida tem uma população de cerca de 10 milhões de pessoas que vivem em condições precárias.

O super tufão Mangkhut move-se para o mar do sul da China com ventos de 185 quilómetros por hora.

De acordo com o serviço de meteorologia filipino, o PAGASA, a tempestade desacelarou e move-se em direção ao sul da China a 30 quilómetros por hora.

O super-tufão, o mais forte da temporada, atingiu a costa filipina pela 1h40 local, acompanhado por ventos de até 205 quilómetros por hora e chuvas fortes.

Pouco antes da chegada do Mangkhut às Filipinas, de categoria 5, a máxima, o Centro Nacional de Gestão de Desastres (NDRRMC) elevou o nível de alerta em todas as regiões do norte do país.

Mais de nove mil pessoas foram retiradas das suas casas, próximas da costa, e foram criados mais de dois mil refúgios na metade norte da ilha de Luzón.

Macau em alerta

As autoridades de Macau já anunciaram que vão içar o sinal 1 de tempestade tropical assim que o Mangkhut estiver a menos de 800 quilómetros do território.

Em Macau, é no domingo que o Mangkhut vai "passar pelo ponto mais próximo" do território, dia em que são esperados “ventos muito fortes e inundações graves" nas zonas baixas, provocadas por “storm surge” [maré de tempestade], segundo os SMG. O nível da água pode subir entre um e 2,5 metros, alertaram.

Na sexta-feira, as autoridades de Macau garantiram o abastecimento de bens e essenciais para a população, tais como água, combustível e produtos alimentares, bem como a "estabilidade dos preços das mercadorias".

O tufão Hato, o pior nos últimos 53 anos, atingiu Macau a 23 de agosto passado e causou 10 mortos, mais de 240 feridos e prejuízos avaliados em 1,3 mil milhões de euros.