Russos contra nova lei das reformas

Russos contra nova lei das reformas
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De  Ricardo Figueira
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Uma das principais razões para a contestação desta proposta de lei tem a ver com a esperança média de vida, que na Rússia é ainda relativamente baixa, comparando com os países da Europa Ocidental.

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A reforma do sistema de pensões está a fazer tremer a Rússia e a abalar a base de apoio a Vladimir Putin. As ruas de Moscovo foram percorridas pelo que o Partido Comunista chamou "marcha social de milhões". Não eram certamente milhões, mas mesmo assim, foram muitos os que se manifestaram ao lado do líder dos comunistas russos Guennadi Ziuganov.

"Estamos contra esta reforma, porque é injusta. Talvez não nos afeta agora, mas afeta os nossos pais e os pais são a coisa mais importante que temos", diz um jovem.

Segundo a proposta, a idade da reforma vai aumentar gradualmente dos 60 para os 65 anos, para os homens, e dos 55 para os 60 anos, para as mulheres: "Estou aqui para defender os jovens, que têm uma vida dura, sem um trabalho permanente nem bons salários. Por isso estou aqui", diz Emma Malova, da associação "Filhos da Guerra".

Desde que esta reforma foi proposta, a taxa de popularidade de Putin caiu 10 pontos percentuais, mas mesmo assim mantém-se a um nível muito alto, a rondar os 70%. Uma das principais razões para a contestação desta proposta de lei tem a ver com a esperança média de vida, que na Rússia é ainda relativamente baixa, comparando com os países da Europa Ocidental: 66 anos no caso dos homens e 77 anos para as mulheres.

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