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Berlim exige libertação de jornalistas detidos na Turquia

Berlim exige libertação de jornalistas detidos na Turquia
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Recep Tayyip Erdoğan aterrou esta quinta-feira na capital alemã para uma visita oficial de três dias ao país. Esta é a sua primeira como Presidente e também a primeira desde que as relações com a Alemanha azedaram devido ao golpe de Estado fracassado de 2016 na Turquia.

O chefe de estado tem encontro marcado com o homólogo Frank-Walter Steinmeier e vai reunir-se com a chanceler alemã Angela Merkel. Ambos os dignatários declararam que a situação dos cerca de cento e sessenta jornalistas que se encontram indevidamente presos na Turquia, seis dos quais detentores de passaportes da Alemanha, é um dos assuntos em agenda e que irão exigir a libertação dos mesmos o mais depressa possível.

A detenção de jornalistas turco-alemães na Turquia agravou as tensões entre os dois países, já marcadas nos últimos anos pela animosidade. Duas das detenções mais notórias foram as de Deniz Yücel, correspondente do jornal Die Welt, e Meşale Tolu, jornalista na agência de notícias Etkin Haber Ajansi (ETHA), ambos por acusações ligadas a terrorismo. A opinião pública sobre o governo de Erdogan foi gravemente afetada por estas detenções e foram organizadas campanhas para a sua libertação na Alemanha.

O diretor da Repórteres sem Fronteiras na Alemanha (RSF), Christian Mihr, afirmou que a libertação este ano de um grupo de jornalistas, incluíndo a de Deniz Yücel e Meşale Tolu, foi uma decisão tática, um gesto conciliatório premeditado feito em preparação da visita do presidente turco à Alemanha, com vista ao estreitamento das relações dos dois países e à assistência da Alemanha na resposta a problemas comuns, como o terrorismo e o proteccionismo dos Estados Unidos.

Para além dos direitos humanos e da liberdade de imprensa na Turquia, do menu de conversações constam temas como o papel do país no conflito com a Síria bem como no controlo do fluxo de migrantes para a Europa.