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O voto em Haddad

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O voto em Haddad

Fernando Haddad substituiu Lula da Silva como candidato presidencial do PT
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REUTERS/Ricardo Moraes/File photo
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É com vigor que a mãe de quatro filhas e avó de duas netas olha para Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência do Brasil.

Maria Ignez Guimarães escancara uma convicção plena no voto do próximo dia 07 de outubro e mantém-se fiel aos ideais "petistas".

Ela, o marido Gilson Guimarães, técnico engenheiro, receberam a Euronews em São Paulo, para uma conversa sobre política, a situação atual do Brasil e a opção pelo voto em Fernando Haddad.

"Quando o Lula foi preso, a estrela que estava dentro de mim apagou-se. Depois, quando o Lula escolheu Fernando Haddad, a estrela voltou a brilhar e renasceu como um furacão", conta-nos Maria Ignez Guimarães.

Ex-ministro da educação na época dourada do governo de Luis Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad virou protagonista de uma nova guinada do PT para voltar ao centro do poder no Brasil.

Para alcançar este estatuto, usou da paciência após perder a reeleição para a câmara municipal de São Paulo e tornou-se parte fundamental da estratégia do PT nestas eleições de 2018.

Sob os holofotes, viu a própria imagem e nome ganharem força, fôlego e números. Cresceu nas sondagens eleitorais e foi para o corpo-a-corpo com o povo numa disputa acirrada com o deputado do Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro.

Apesar de marcado por denúncias de corrupção, enfraquecimento político, a prisão de nomes com relevância política e o "impeachment" de Dilma Roussef, as bases "petistas" -- ou o "Lulismo" podemos assim dizer -- parecem renascer num novo capítulo do tal sentimento de esperança contra o medo, diz Maria Ignez.

A jornada política no Brasil vive um momento sensível. A partir de 01 de janeiro de 2019, os quase 210 milhões de brasileiros terão um outro ciclo político.

Para o PT, principal referência da esquerda no Brasil, quatro anos para tentar atenuar um pesado fardo da corrupção, reafirmar o compromisso com a própria militância e reescrever novas páginas com a velha tinta vermelha.

Edição e finalização: Fredi OP
Imagem: Jair Pimentel e Ulisses Mendes