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Kuciak e Caruana Galizia: há jornalistas assassinados na UE

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Kuciak e Caruana Galizia: há jornalistas assassinados na UE

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Daphne Caruana Galizia ia de casa para o banco quando uma bomba detonada à distância fez explodir o carro em que seguia. Estávamos a 16 de outubro de 2017. A jornalista maltesa dedicava-se à investigação de grandes casos de corrupção há 30 anos e tinha um blogue onde os denunciava.

Numa das útlimas publicações, acusou a mulher do primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, de ser proprietária de uma empresa secreta no Panamá. O objetivo seria canalizar fundos da família do presidente do Azerbaijão.

Três pessoas foram detidas e acusadas pelo homicídio da jornalista, os irmãos George e Alfred Degiorgio e o sócio de ambos, Vincent Muscat. A procuradoria de Malta alegou em agosto que em 15 meses de investigação não tinha sido possível estabelecer qualquer relação entre a família do primeiro-ministro e a empresa offshore.

Para que a investigação não morresse com o homicídio, 45 jornalistas de 18 meios de comunicação social criaram o Projeto Daphne, onde vão desenvolver o trabalho deixado por Daphne Caruana Galizia.

Jan Kuciak foi assassinado em casa, com a namorada, Martina Kusnirova, numa noite de fevereiro. O jornalista investigava a ligação de políticos eslovacos ao crime organizado italiano.

As mortes resultaram numa crise política que fez derrubar o executivo e levou à demissão do chefe da polícia. Em setembro, três pessoas foram detidas por aquele que foi o primeiro assassinato premeditado na história do país, entre as quais um indivíduo ligado à polícia.

Em ambos os casos, os Estados são criticados por não ter garantido a segurança dos jornalistas. De acordo com a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, o direito à vida de qualquer pessoa deve ser protegido por lei. Um documento assinado por todos os membros da União Europeia.