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Turquia: um refúgio cada vez mais longe da Síria

Turquia: um refúgio cada vez mais longe da Síria
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Quase 50 porcento de todos os refugiados na Turquia vivem nas províncias do sudeste, na fronteira com a Síria.

Em Antakya, a capital de Hatay, os sírios representam 27 porcento da população. A nível nacional, os apenas quatro porcento. Esta região é um exemplo dos desafios geopolíticos e humanitários que a Turquia enfrenta devido à proximidade com a guerra na Síria.

Em direção a Reyhanli, mesmo na fronteira, as medidas de segurança ficam mais apertadas e descobrimos partes de um muro de betão que mereceu pouca atenção da comunicação social.

Conseguimos vê-lo, ao seguir a estrada que desenha a fronteira entre a Turquia e a Síria. Foi construído oficialmente para conter as atividades dos contrabandistas e fornecer segurança, mas é também uma forma de conter os fluxos migratórios.

Visto de Reyhanli, a parede parece imponente. Não há muita informação sobre a real extensão desta parede de betão com três metros de altura. Fontes do governo dizem que a seção de fronteira entre a Síria e a Turquia está acabada e que as partes iraquiana e iraniana estão também em fase de conclusão. Ao todo, estamos a falar de uma muralha de 911 km.

A fronteira está agora sujeita à chamada "política da porta branca". Apenas pessoas gravemente feridas podem entrar.

A maior parte dos três milhões e meio de sírios chegou entre 2013 e 2015. A Turquia, a Europa e a comunidade internacional estão agora empenhadas em ajudá-los. Muitos carregam as feridas da guerra no corpo e na mente.

"As pessoas estão absolutamente traumatizadas, sofrem de stress pós-traumático. Estamos a tentar prestar serviços a longo prazo. Isso requer anos de financiamento e acompanhamento e apoio a essas comunidades e é muito caro para o sistema de saúde", conta Andrea Patterson, diretora da Ajuda Internacional.

Poderá ver a reportagem completa sobre o acesso a cuidados de saúde especializados para as vítimas da guerra na Síria no programa Zona de Ajuda, na Euronews.