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Plataforma gratuita Selfie ajuda escolas europeias na área das tecnologias

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Plataforma gratuita Selfie ajuda escolas europeias na área das tecnologias

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A escola Itaka, em Sevilha, é uma das 650 escolas europeias que está a testar a plataforma europeia Selfie. A ferramenta recolhe os pontos de vista de estudantes, professores e diretores, de forma anónima. A partir dessas informações, o sistema fornece uma lista com os pontos fortes e os pontos fracos de cada escola em relação ao uso das tecnologias como ferramenta de aprendizagem.

A escola de Sevilha já usa hä algum tempo as tecnologias para promover a aprendizagem e melhorar as competências digitais dos alunos. Por exemplo, os alunos trabalham em grupo a partir de documentos partilhados através da Internet. O currículo da escola espanhola integra áreas inovadoras como a robótica.

"A tecnologia é algo que agrada aos adolescentes, estamos mais motivados para fazer os deveres do que se usássemos um texto normal", contou a estudante Blanca Muñoz Umpiérrez.

Graças à plataforma europeia, a escola vai poder ter uma ideia dos progressos realizados.

"Nunca tínhamos parado para pensar sobre a forma com usamos as tecnologias, como queremos usá-las no futuro e qual é o nosso plano de ação para os próximos anos", sublinhou Carmen Lázaro, diretora da escola espanhola e professora de matemática.

"Na plataforma Selfie, recolhemos informações seguindo uma abordagem 360 graus. Não se trata apenas de infraestruturas, de aparelhos ou de tecnologia sem fios, mas de saber como são usadas as tecnologias no ensino e na aprendizagem, para avaliar os estudantes, e em termos de comunicação", sublinhou Panagiotis Kampylis, coordenador do projeto europeu Selfie.

A plataforma Selfie foi desenvolvida pela Comissão Europeia em colaboração com peritos de vários países europeus. A ferramenta pode ser usada gratuitamente por qualquer escola.

"A plataforma Selfie faz parte do plano de ação da Comissão Europeia para a educação digital. O nosso objetivo é ter um milhão de utilizadores no final de 2019, nomeadamente, diretores, professores e estudantes dos Estados Membros da União Europeia e nos Balcãs Ocidentais", acrescentou o coordenador.

A plataforma europeia, lançada no final de outubro na Escola Secundária de Klementyna Hoffmanowa, em Varsóvia, na Polónia, está disponível em 24 línguas, incluindo português. Outras línguas serão adicionadas, como o turco, o russo e o georgiano.

A ferramenta ajuda as escolas a perceberem o seu nível em termos de educação digital sem estabelecer comparações.

"É muito importante para uma diretora conhecer o trabalho da escola a todos os níveis, conhecer os estudantes, a opinião dos professores, os equipamentos existentes. Posso pensar que a escola está ótima, mas se calhar estou errado, esta plataforma ajuda-me a verificá-lo", resume Joanna Kiełbasa, diretora da escola polaca.

A plataforma pode ser adaptada às necessidades de cada escola, em função dos currículos ou dos métodos educativos.

"É uma ferramenta muito flexível que pode adaptada e que ajuda as escolas a refletirem sobre as suas práticas. Não se trata de atingir um objetivo ou comparar as escolas umas às outras, mas de ajudar cada escola a obter um retrato do ponto em que se encontram em relação à integração das tecnologias digitais na educação", explicou Deirdre Hodson, coordenador do projeto Selfie e membro da Equipa de Educação Digital da Comissão Europeia.

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