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Os americanos sentem-se grandes outra vez?

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Os americanos sentem-se grandes outra vez?

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A promessa de devolver a grandeza à América tornou-se no emblema da subida ao poder de Donald Trump. Estávamos em novembro de 2016 e o mundo tinha acabado de assistir, com algum espanto, a uma campanha particularmente cheia de controvérsias.

O estilo muito próprio de um novo presidente que nunca tinha ocupado um cargo político extremou as reações.

Intervenção após intervenção, Trump prometeu reverter acordos comerciais, laços diplomáticos e produzir emprego... Muito emprego. E agora chegou a altura de os americanos julgarem por si mesmos, nestas eleições intercalares, até que ponto os Estados Unidos ganharam mais dimensão.

"Estas eleições são extremamente importantes porque Trump é o presidente americano que mais divisões criou até agora. Ou estas intercalares o penalizam ou vão dar-lhe razão e deixá-lo governar tranquilamente durante mais dois anos", afirma Allan Lichtman, professor da Universidade Americana de Washington.

Os eleitores americanos são chamados a escolher toda a composição da Câmara dos Representantes e parte do Senado.

Na Câmara, onde dominam os Republicanos, estão em causa 435 assentos. No Senado, onde o partido de Trump também se impõe, pouco mais de um terço dos 100 lugares. Há também algumas pastas de governadores estaduais em jogo, um pouco por todo o país.

As estimativas diziam-nos que os Democratas podiam inverter a vantagem republicana, não no Senado, mas na Câmara dos Representantes, que pode bloquear as políticas de Trump. A campanha foi feita, portanto, do tudo por tudo.

"Estas eleições vão determinar se podemos construir a partir da prosperidade extraordinária que desencadeámos ou se deixamos os democratas radicais tomarem conta do Congresso e arrasarem a nossa economia e o nosso futuro", declarava o atual presidente americano.

"A América está numa encruzilhada. Estão em causa os cuidados de saúde de milhões de pessoas, o justo tratamento das famílias trabalhadoras e, acima de tudo, o caráter da nossa nação", apontava o seu antecessor.

E, como tem acontecido, este escrutínio está a ser acompanhado de muito perto além-fronteiras.

"Estão em jogo políticas comerciais, os acordos com a China, por exemplo; políticas internacionais de assistência - quem ajudamos e que tipo de ajuda podemos fornecer aos nossos aliados; e também como lidamos com os nossos adversários", salienta Chris Garcia, antigo vice-diretor do Departamento de Comércio americano.

No fundo, saber qual será o retrato dos Estados Unidos nos próximos tempos.