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Trump despede Jeff Sessions

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Jeff Sessions foi demitido por Donald Trump. O mal-estar entre os dois era claro, há já algum tempo, por causa da Rússia, mas a saída do Procurador-geral dos EUA acaba por acontecer no rescaldo das eleições Intercalares, em relação às quais o Presidente norte-americano continua a falar em vitória dos Republicanos, apesar de terem perdido a Câmara dos Representantes para os Democratas.

Trump nomeou o chefe de gabinete de Sessions, Matthew Whitaker, como Procurador-geral interino dizendo que nomeará alguém para o cargo, mais tarde.

O chefe de Estado anunciou a decisão nas redes sociais, os esclarecimentos, aos jornalistas, ficaram para uma das suas conselheiras:

Repórter: "Espera que o relacionamento do presidente com o Departamento de Justiça mude, agora que Sessions saiu?

Kellyanne Conway: "Por que é que pensa que ele tem um relacionamento mau com o Departamento de Justiça? A sua pergunta pressupõe isso. Mude como?"

Repórter: "Ele falou sobre as suas frustrações em relação a Sessions, que estava irritado com a forma como ele dirigia o departamento, espera que a relação dele com esse departamento mude?"

Conway: "A relação com o departamento nunca foi má. Acabei de ler a lista de coisas que o Departamento de Justiça conseguiu alcançar, sob a sua governação."

Há muito que a lua-de-mel, entre Trump e Sessions tinha acabado. No centro da discórdia a decisão de Sessions abandonar a investigação à suposta intromissão da Rússia na campanha presidencial de 2016. Para os Democratas a sua saída pode significar um "movimento de abertura" para Trump se intrometer na investigação liderada por Robert Mueller, sob a supervisão do Departamento de Justiça. Consideram que pode ser uma tentativa de minar ou terminar a investigação.