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Açafrão, o ouro vermelho da Grécia

Açafrão, o ouro vermelho da Grécia
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De uma pequena flor roxa nasce a maior riqueza de uma Grécia em crise.

Extraído dos estigmas da planta, o açafrão é a mais cara especiaria, que tem gerado emprego num país onde a taxa de desempregados chegou a atingir os 23,5%. É neste ouro vermelho que brota dos campos que muitos veem hoje a possibilidade de um futuro mais próspero.

Aos 34 anos, Zisis Kyrou tem duas licenciaturas, a caminho da terceira. Tal como muitos outros gregos, tentou a sorte em Londres, mas a falta de trabalho fê-lo regressar ao ponto de partida. Voltou para a Grécia em 2012, no pico do desemprego no país.

"Era difícil encontrar trabalho no campo, durante a crise, especialmente em engenharia civil, porque não havia construção. Inevitavelmente, como os nossos pais e avós nos ensinaram a cultivar açafrão e conhecemos bem os campos, achei que o cultivo de açafrão iria dar-me um bom rendimento", conta.

Hoje, Zisis Kyrou tem quatro acres plantados. Cada acre cultivado gera mais de mil quilos de açafrão. Na Grécia, o produto é vendido por cerca de quatro euros o grama.

"Muitas pessoas encontraram trabalho no campo. Atualmente há cientistas a plantar açafrão e a tentar retirar daí o seu rendimento anual. Acredito que virão mais, dependendo das vendas do produto. Se houver mais procura, vamos aumentar a produção", afirma o presidente da cooperativa de açafrão, Nikos Patsiouras.

O açafrão grego é vendido sobretudo para o estrangeiro. Países como Estados Unidos, França, Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Japão são o destino de chegada para 70% da produção. O comércio emprega atualmente cerca de 5 mil pessoas.

De geração em geração, a tradição de produzir açafrão permanece no país ao longo dos últimos três séculos. Hoje, famílias inteiras esperam ansiosamente por mais uma época da apanha do ouro vermelho

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