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Casos de malária aumentam em 2017

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Casos de malária aumentam em 2017
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Os números são muito pouco animadores. Os casos de malária voltaram a aumentar.

Foram 219 milhões, em 2017. De acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), fica assim confirmada uma inversão na tendência decrescente, que, até 2015, refletia os efeitos do combate à propagação da doença.

Quase 70% dos casos e mortes ocorreram em 11 países. À exceção da Índia, todos eles no continente africano. Comparativamente a 2016, África registou um aumento de 3 milhões e 500 mil casos.

“A Nigéria representa 25 porcento da malária no mundo, seguida pela República Democrática do Congo e Moçambique, em terceiro lugar”, esclareceu, em conferência de imprensa, o diretor do Programa para a Malária da OMS, Pedro Alonso.

Um fenómeno que tanto para a OMS, como para a organização RBM Partnership to End Malaria, tem de ser travado através de um plano de ação direcionado para cada país e abraçados pelos seus líderes. "Temos apelado aos líderes políticos, em Moçambique e noutros países afetados, para tomarem as rédeas do combate à malária e colocarem a redução da doença na agenda, nos próximos anos", defendeu Kesete Admasu, diretor executivo da instituição.

As redes mosquiteiras são a principal ferramenta na prevenção da malária, uma vez que a doença se propaga pela picada de um mosquito. No entanto, metade da população africana em risco não tem acesso a este método. Também menos casas estão a ser portegidas com inseticida e ainda se realizam muito poucos tratamentos preventivos junto das grávidas e das crianças.

A cada 2 minutos, a malária mata um criança. Em 2017, morreram 435 mil pessoas de uma doença curável e que, acima de tudo, pode ser evitada.

Com a meta de praticamente erradicar a doença até 2030, a Organização Mundial de Saúde determinou que em quatro anos, até 2020, a incidência da malária deveria reduzir pelo menos 40%. Um objetivo cada vez mais difícil de atingir.