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Estudantes húngaros exigem ao governo "liberdade académica"

Estudantes húngaros exigem continuidade da Universidade Centro-Europeia
Estudantes húngaros exigem continuidade da Universidade Centro-Europeia Direitos de autor REUTERS/Bernadett Szabo
Direitos de autor REUTERS/Bernadett Szabo
De  Francisco Marques
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Milhares de pessoas concentraram-se em Budapeste contra a intenção de suspender a atividade da Universidade Centro-Europeia no país

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Milhares de pessoas juntaram-se este sábado a um protesto de estudantes em Budapeste contra a intenção do governo de Viktor Orbán de encerrar a filial da Universidade Centro-Europeia na capital magiar.

A instituição é financiada pelo filantropo americano George Soros, um nativo da Hungria, mas a quem o governo magiar acusa de não cumprir as devidas exigências legais para funcionar no país ao atribuir diplomas estrangeiros aos formandos.

Um estudante de doutoramento identificado como Gabor acusa por outro lado o governo húngaro de estar a tentar "erradicar todos os dissidentes" e de querer "baixar o nível educativo do país para conseguir fazer passar de forma mais fácil as mensagens que pretende."

Um estudante alemão de intercâmbio diz que "a Hungria necessita de livre arbítrio para poder desenvolver novas ideias e a sociedade, o que "só se consegue", garante este alemão, "num mundo de pensamento livre."

A Universidade Centro-Europeia exige ao governo de Viktor Órban que adote até 01 de dezembro medidas legais que lhe permitam continuar a funcionar em Budapeste e que podem passar por um acordo internacional com o Estado norte-americano de Nova Iorque, de onde a instituição de George Soros passa os diplomas.

Se tal não acontecer, a universidade internacional ameaça mudar polo húngaro para Viena, na Áustria.

Os estudantes prometem não desmobilizar no protesto até que o governo atenda às respetivas exigências de "liberdade académica" no país.

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