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O Brexit e a fuga de cérebros

O Brexit e a fuga de cérebros
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Não há ainda números exatos mas tudo sugere que estaria em curso o oposto a uma fuga de cérebros no Reino Unido. E tudo aponta para o Brexit como causa principal.

Durante muitos anos, o Reino Unido atraiu muitos investigadores e académicos.

Entre estes, a segunda maior comunidade científica seria constituída por cerca de 5700 académicos italianos estabelecidos no Reino Unido.

No entanto, desde junho de 2016 que tudo mudou.

Um estudo recente "A imposição de controlos sobre o movimento de académicos significa que o número de candidatos irá diminuir e com ele também a qualidade da investigação que os colegas poderão fazer". 0.56 Mas o que alguns já chamam de "Brexodo" é mais complexo segundo Costanza de Toma. Ela explica que as razões que levam os estrangeiros a partir são variadas. De Toma foi uma das promotoras da campanha para proteger os direitos dos cidadãos europeus tendo trocado Londres por Turim. Agora pretende aconselhar outros cidadãos italianos que atravessam o que descreve como uma experiência "dolorosa". 1.20 ITW Costanza de Toma - Eu citizens rights activist (she speaks EN) "Foi um choque, foi como... senti-me muito atraiçoada... foi como descobrir que o meu marido me tinha traído, foi como se alguém na família tivesse morrido. O nosso país de adopção... o país onde escolhemos viver nos traiu, é mais doloroso do que se tivesse sido o país de nascimento". 1.46 A forma de financiamento das universidades britânicas também serve de razão para a mudança. 1.52 ITW Donatella Sciuto - Deputy Rector, Polytechnic University of Milan (she speaks EN) "Não se sabe se o Reino Unido poderá substituir a perda de financiamento europeu, torna tudo mais difícil, ao nível das carreiras no mundo científico e da investigação académica". 2.06 A questão agora é saber se a Itália está ou não preparada para acolher os investigadores. Um desafio em particular para as universidades estatais. Quando o professor Bellettini lanºou um apelo para avaliar o interesse deparou-se com uma dura realidade. 2.19 ITW Giorgio B ellettini, Head of Department of Economics, University of Bologna (he speaks IT – male voice needed) "O número de pessoas que mostraram interesse em regressar e que se encontravam no Reino Unido na altura aumentou exponencialmente em comparação com o passado. Mas apenas um em 30 pedidos foram satisfeitos. Isto foi muito aborrecido, tivémos que enfrentar muitas restrições de diferentes tipos que desencorajariam qualquer pessoa, em particular aqueles que vêm do estrangeiro". 2.43 A impressão que fica é que Itália poderá estar a perder uma boa oportunidade, o que está a fazer com que muitos profissionais altamente qualificados se mantenham no país contra a sua vontade, dado que uma vez fora do país é mais difícl regressar. G.O. for Euronews in Northen Italy 3.00 END [[LEAD:]] [[INFO:]] Useful info: Study: https://amblondra.esteri.it/ambasciata_londra/resource/doc/2017/06/the_impact_of_brexit_on_the_italian_scientific_community_in_the_united_kingdom_final.pdf), realizado após o referendo, indicou que 82% deste grupo pretende mudar de país. Entre estes, um em três escolheu regressar a Itália.

Após 20 anos no Reino Unido, a professora Spaventa, uma especialista em direito comunitário, mudou-se para uma instituição privada, a Universidade Bocconi, em Milão.

Entre as razões que levaram a esta decisão conta-se a incógnita que paira sobre o estatuto das universidades britânicas que se prevê venha a diminuir após a saída da União Europeia.

"A imposição de controlos sobre o movimento de académicos significa que o número de candidatos irá diminuir e com ele também a qualidade da investigação que os colegas poderão fazer", afirma Eleanor Spaventa, professora de Direito Comunitário na Universidade Bocconi em Milão.

Mas o que alguns já chamam de "Brexodo" é mais complexo segundo Costanza de Toma.

Para ela, as razões que levam os estrangeiros a partir são variadas. De Toma foi uma das promotoras da campanha para proteger os direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido tendo trocado Londres por Turim.

Agora pretende aconselhar outros cidadãos italianos que atravessam o que descreve como uma experiência "dolorosa".

"Foi um choque, foi como... senti-me muito atraiçoada... foi como descobrir que o meu marido me tinha traído, foi como se alguém na família tivesse morrido. O nosso país de adopção... o país onde escolhemos viver traiu-nos, é mais doloroso do que se tivesse sido o país de nascimento", adianta Costanza de Toma, ativista dos direitos dos cidadão europeus.

A forma de financiamento das universidades britânicas também serve de razão para a mudança.

"Não se sabe se o Reino Unido poderá substituir a perda de financiamento europeu, torna tudo mais difícil, ao nível das carreiras no mundo científico e da investigação académica", adianta Donatella Sciuto, vice-reitora da Universidade Politécnica de Milão.

A questão agora é saber se a Itália está ou não preparada para acolher os investigadores. Trata-se de um desafio, em particular para as universidades estatais.

Quando o professor Bellettini lançou um apelo para avaliar o interesse deparou-se com uma dura realidade.

"O número de pessoas que mostraram interesse em regressar e que se encontravam no Reino Unido na altura aumentou exponencialmente em comparação com o passado. Mas apenas um em 30 pedidos foram satisfeitos. Isto foi muito aborrecido, tivémos que enfrentar muitas restrições de diferentes tipos que desencorajariam qualquer pessoa, em particular aqueles que vêm do estrangeiro", diz Giorgio Bellettini, diretor do departamento de economia da Universidade de Bolonha.

A impressão que fica é que Itália poderá estar a desperdiçar uma boa oportunidade, o que está a fazer com que muitos profissionais altamente qualificados se mantenham no país contra a sua vontade, dado que uma vez fora do país é mais difícil regressar.

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