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Clima: Europa não pode ficar isolada na luta

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Clima: Europa não pode ficar isolada na luta

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A China, a Índia e os EUA são os principais emissores de gases com efeitos de estufa, numa tabela em que a Europa aparece como bom aluno porque teve uma quebra de 0,7%, em 2018, face ao ano anterior.

Os europeus não devem fazer sozinhos todos os esforços, nem pôr em causa a sustentabilidade do nosso modelo económico

Angelique Delahaye Eurodeputada, centro-direita, França

Mas essa liderança pode não ser suficiente para convencer os parceiros que discutem as alterações climáticas na reunião da ONU (COP24), na Polónia, desde o passado dia 2 de dezembro.

"A União Europeia esteve na frente do pelotão quando se fez o Acordo de Paris e pode dizer-se que fez o trabalho de casa, na medida em que criou nova legislação sobre o problema do clima", disse, à euronews, Bas Eickhout, eurodeputado holandês ecologista.

"Mas a questão mais importante nesta reunião, na Polónia, será saber como vamos fechar o abismo entre o que foi prometido nas negociações de Paris e o ponto em que estamos, a nível mundial. Todos vão estar atentos à Europa, para ver se vai fazer mais, mas a verdade é que a Europa não tem um plano", acrescentou o eurodeputado.

Pouco antes da abertura da reunião, que termina a 14 de dezembro, a Comissão Europeia apresentou uma estratégia para diminuir as emissões até à neutralidade, em 2050.

O Parlamento Europeu tem apoiado essa estratégia, mas alguns eurodeputados alertam para os riscos de fazer esse esforço de forma isolada.

"A Europa não pode estar sozinha. Gostaria de recordar uma cifra que é importante: a Europa apenas representa 10% das emissões de gases com efeito de estufa. Para que os europeus aceitem fazer os esforços necessários neste domínio, é preciso que esses esforços não sejam anulados por outras potências mundiais, que representam 90% das emissões", referiu, à euronews, Angelique Delahaye, eurodeputada francesa de centro-direita.

"Os europeus não devem fazer sozinhos todos os esforços, nem deixar que isso ponha em causa a sustentabilidade do nosso modelo económico", acrescentou.

Uma transição mais difícil nos países do Leste europeu, ainda dependentes de fontes energéticas muito poluentes e com uma frota de transportes mais envelhecida.

Portugal apresentou um plano com vista à neutralidade das emissões em 2050 (os gases emitidos serão absorvidos pela floresta, um "sumidouro natural").