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Crianças angolanas continuam a precisar de atenção redobrada

Crianças angolanas continuam a precisar de atenção redobrada
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Elas são o futuro de Angola ainda assim têm um caminho dificultado pela frente. É esse o resultado de um estudo, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística com o governo angolano e a UNICEF. Uma análise multidimensional da pobreza infantil, que se centrou nas faixas etárias entre os 0 e os 17 anos, entre 2015 e 2016, concluiu que a maioria das crianças, no país, está privada de mais do que uma necessidade básica ou serviço essencial, apenas um por cento das crianças não sofre privações. Situação que precisa de ser invertida:

"A pobreza e as privações na infância prejudicam o seu desenvolvimento físico, psicológico e social, sendo mais acentuadas, por exemplo, em relação às meninas. A disponibilidade desta análise e das suas conclusões mostra-nos que a atenção a dar às crianças e adolescentes em Angola continua a ser prioritária, sendo por isso necessário incrementar todos os esforços e os esforços de todos: do governo, que é a entidade que delibera sobre o investimento do Estado e gere as políticas públicas, assim como os agentes e atores da sociedade civil, do setor privado e também das famílias", afirma Abubacar Sultan, representante da UNICEF em Angola.

Três, em cada quatro crianças, principalmente as que habitam nas zonas rurais, sofrem entre três a sete tipos de privações ao mesmo tempo, sejam elas ao nível nutricional, educativo, de saúde, entre outras. Luanda, a capital do país, é a cidade onde, ainda que as privações continuem a ser elevadas, são menores. Em treze das dezoito províncias angolanas mais de 80 por cento das crianças sofrem de três ou mais privações, em simultâneo.

A malnutrição, a escassez de água, saneamento e habitação, a educação mas principalmente a falta de prevenção de doenças, em especial a Malária, são os problemas que afetam as crianças num país onde os jovens representam quase metade da população total angolana.