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Alianças e pactos começam a formar-se para eleições europeias

Alianças e pactos começam a formar-se para  eleições europeias
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Novas alianças e pactos começam a formar-se para as eleições europeias, no final de maio. Bruxelas foi palco de uma manifestação de partidos de esquerda da Hungria, ter4a-feira à noite, que negociam uma eventual coligação para derrotar o Fidesz, partido populista de direita do primeiro-ministro Viktor Orbán.

Se não fosse o Brexit, a presença eurocética no futuro Parlamento Europeu seria muito maior

Doru Frantescu diretor, VoteWatch Europe

"Tanto para as eleições internas como para as do Parlamento Europeu há o sentimento entre o público de que deve ser um candidato do Fidesz contra um candidato da oposição unida. Na Hungria não existe uma democracia multipartidária em normal competição, mas uma ditadura. Temos de juntar-nos para ganhar ao partido do Estado", disse, à euronews, István Ujhelyi, eurodeputado socialista húngaro.

Mas um eurodeputado do Fidesz, partido que, por agora, pertence ao maior grupo no Parlamento Europeu (centro-direita), diz que não está preocupado com essa nova frente porque o partido é um dos que tem sabido interpretar o sentimento dominante no eleitorado europeu.

"Nas mais recentes sondagens junto dos eleitores de vários países, seja para as eleições regionais ou legislativas, vimos por todo o lado que estão em crescimento as forças anti-migração, que querem proteger sua própria população", afirmou, à euronews, Tamás Deutsch.

Mas há partidos eurocéticos que não estarão tão seguros do resultado e também querem apostar em alianças, incluindo internacionais.

É o caso dos líderes da coligação populista italiana, com Matteo Salvini (Liga) a dialogar com o homólogo na Polónia, Jarosław Kaczyński (líder do partido Lei e Justiça, no poder), e Luigi di Maio (5 Estrelas), a deslocar-se a Bruxelas para falar com interlocutores da Croácia e da Finlândia, entre outros.

O diretor da VoteWatch Europe, uma plataforma de sondagens e análise, prevê que estas forças eurocéticas venham a ocupar um quarto dos assentos.

"Se não fosse o Brexit, a presença eurocética no futuro Parlamento Europeu seria muito maior. Por um lado, os eurocéticos estão a ganhar terreno na Europa continental mas, por outro lado, perdem os eurodeputados britânicos. Esses dois fenómenos tendem a compensar-se mutuamente, pelos que as forças eurocéticas deverão ter, praticamente, a mesma porção de lugares no Parlamento Europeu que têm agora", explicou, à euronwes, Doru Frantescu.

Para fazer um novo grupo no Parlamento Europeu são precisos, pelo menos, 25 eurodeputados eleitos em sete Estados-membros diferentes. Mas entre os eurocéticos há posições muito divergentes, de país para país, em temas tais como a gestão dos fundos comunitários, a estratégia para os fluxos migratórios ou a relação com a Rússia.