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Venezuela, um país com dois presidentes

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Reuters
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A Venezuela tem desde ontem dois presidentes. O líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, autoproclamou-se Presidente interino do país: "Juro assumir formalmente as competências do Executivo Nacional como presidente interino da Venezuela".

O juramento terá sido impulsionado pelas dezenas de milhares de venezuelanos que encheram as ruas de dezenas de cidades do país para protestar contra o regime, mas parece também não ter sido surpresa para os Estados Unidos, que apoiaram o gesto poucos minutos depois, reconhecendo o líder da Oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

O presidente Nicolás Maduro, que também teve manifestações a seu favor na quarta-feira, não demorou a responder: "Dedidi romper as relações diplomáticas e políticas com o Governo imperialista dos Estados Unidos. Fora da Venezuela. Já chega de intervencionismo".

Brasil, Colômbia e Perú, e também a Organização de Estados Americanos reconheceram Juan Guaidó como presidente Interino.

México, Bolívia e Rússia mantêm-se ao lado de Maduro.

A União Europeia e Portugal pedem novas eleições.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, deixa um apelo: "O que esperamos é que o diálogo seja possível e que se evite uma escalada que possa levar a um tipo de conflito que seria um completo desastre para a Venezuela, para o seu povo e para a região".

Os analistas dizem que as Forças Armadas continuam ao lado de Nicolás Maduro.

Segundo o Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais, houve 14 mortes e mais de 200 detenções nos protestos das últimas 24 horas.