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Chipre contra política fiscal comum na UE

Chipre contra política fiscal comum na UE
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Os ministros das Finanças da União Europeia devem rever esta terça-feira a lista negra dos paraísos fiscais da UE.

Num relatório recente, a organização não-governamental Oxfam criticou Bruxelas por não agir contra as políticas fiscais de Irlanda, Luxemburgo, Malta, Holanda ou Chipre. Diz que estes países estariam na lista negra dos paraísos fiscais da União Europeia, se não tivessem uma isenção automática por serem estados-membros.

A Oxfam divulgou também alguns números. Em 2015, as multinacionais transferiram 526 mil milhões de euros de lucros para paraísos fiscais, sendo que um terço desse número (175 mil milhões de euros) foi para países da União Europeia.

Em entrevista à Euronews, o ministro cipriota das Finanças, Harris Georgiades, rejeita as conclusões da Oxfam.

"Um país não pode ser membro da União Europeia e, ao mesmo tempo, ser um paraíso fiscal. Nem Chipre, nem nenhum outro estado-membro. É claro que tem que haver transparência fiscal, troca de informações e impedir brechas que permitam a evasão fiscal. Mas isso é completamente diferente daquilo alguns círculos tentam criar que é um imposto mínimo ou comum. Somos totalmente contra isso. É um direito soberano de cada estado-membro fixar a sua política fiscal".

A luta contra a evasão fiscal é um dos grandes desafios da União Europeia, mas está a ser ameaçada por esquemas como os vistos gold, que permitem que estrangeiros com dinheiro comprem passaportes europeus sob determinadas condições.

O ministro cipriota nega que Chipre esteja a vender passaportes. Harris Georgiades lembra que existem controlos apertados para os requerentes e que os passaportes dados por Chipre são menos de meio por cento das cidadanias concedidas pela União Europeia.

"Não é apenas Chipre que oferece residência a oligarcas russos conhecidos. Acho que não há uma única capital europeia que não os tenha de uma forma ou de outra. O importante é se há controlos suficientes e eu acho que há."