O ministério das Situações de Emergência russo concluiu a operação de busca de um grupo de turistas no Kamchatka, que estava incontactável. Os caminhantes separaram-se devido a um conflito interno.
Na zona da passagem de Avacha, na penínsila do Kamchatka (extremo nordeste da Rússia), foi dada como concluída a operação de busca por um grupo de turistas desaparecidos. A informação foi avançada nas redes sociais pelo chefe do ministério das Situações de Emergência da região de Kamchatka, Sergey Lebedev.
De acordo com Lebedev, as autoridades conhecem o destino de cada membro do grupo de turistas: cinco foram encontrados vivos e dois morreram. Os sobreviventes encontram-se gravemente queimados pelo frio e precisam de assistência médica.
A cronologia dos acontecimentos indica que o grupo registado, que inicialmente incluía 9 pessoas de São Petersburgo e Cherepovets, deixou a aldeia de Pinachevo no final de março para percorrer o pitoresco Parque Natural de Nalychevo, rodeado de vulcões. A data de regresso seria 10 de abril.
Contudo, a 9 de abril, o organizador da caminhada, que não participou na mesma, comunicou o desaparecimento dos sete turistas. Acrescentou que tinha havido um conflito na equipa e que esta se tinha dividido: dois turistas seguiram um caminho e sete seguiram outro, com a equipa maior a perder contacto.
O motivo do conflito foi um desacordo sobre a rota, informou a REN TV, citando uma fonte. "A líder do grupo - Liza Yescherkina - ofereceu-se para mudar o percurso para um mais difícil do que o inicialmente planeado, mas o grupo recusou", informou o meio de comunicação social. O seu interlocutor especificou que "a rapariga, juntamente com o namorado, foi-se embora, levando o walkie-talkie e o gravador, as pessoas ficaram sem comunicação".
Os turistas com experiência do percurso escolhido pelos sete caminhantes descrevem-no como difícil, onde "é fácil perder-se", mesmo com bom tempo, se não se dispuser de meios de comunicação. Segundo os meteorologistas, pouco depois do conflito, o grupo de sete caminhantes foi apanhado por ventos fortes e condições de nevão.
A operação de busca envolveu 22 socorristas e 12 unidades de equipamento, incluindo um helicóptero Mi-8 do ministério das Situações de Emergência.
Segundo os peritos, a causa da tragédia foi o desrespeito das regras de segurança. Os turistas mortos eram jovens nascidos em 2001 e 2003.