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Acordo UE-Turquia não solucionou crise de asilo

Acordo UE-Turquia não solucionou crise de asilo
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REUTERS/Elias Marcou
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Há três anos, a assinatura de um acordo entre a União Europeia e a Turquia conteve a chegada de refugiados à Europa, no auge da guerra da Síria.

Mas a data de 18 de março está a ser usada pelas organizações não-governamentais (ONGs) para recordar que 20 mil pessoas continuam a viver em más condições nos campos de acolhimento na Grécia, um dos principais países de entrada de quem buscava segurança.

"Como nos invernos anteriores, vimos milhares de pessoas vulneráveis alojadas em tendas precárias de verão, vivendo em condições muito más. Também sabemos que há uma constante sobrelotação dos espaços, em particular nos centros mais procurados, conhecidos por hotspots. No último verão chegaram a estar nove mil refugiados alojados no centro de Moria, na ilha de Lesbos, quando a capacidade é de apenas três mil refugiados. Isso conduziu a muito más condições em termos de higiene e acesso a água potável, bem como a casos de violência", disse, à euronews, Imogen Sudbery, diretora interina da delegação europeia do Comité Internacional de Resgate.

Mas uma política de asilo que implique a redistribuição de refugiados e migrantes continua a ser bloqueada por alguns Estados-membros.

O chefe da diplomacia da Hungria alegou, segunda-feira, que a Comissão Europeia quer tornar obrigatório o Pacto da ONU para a Migração.

“A batalha não acabou e, além disso, há uma nova batalha que está a começar para travarmos os planos secretos sobre migração de Bruxelas", disse Péter Szijjártó, no final do conselho europeu de Negócios Estrangeiros, em Bruxelas.

O Pacto da ONU para a Migração não é legalmente vinculativo, pelo que as ONGs esperam soluções criativas:

"Há potencial na coligação de alguns Estados-membros que apoiam a partilha de responsabilidades e sabem que a situação não pode continuar e implementam soluções ad hoc. Mas gostaríamos, por exemplo, que houvesse mais soluções bilaterais, tal como foi proposto, recentemente, por Portugal, que se ofereceu para receber mil refugiados vindos das ilhas gregas", acrescentou Imogen Sudbery.

A gestão da migração deverá ser um dos temas mais debatidos na campanha para as eleições europeias.