Uma das mais gloriosas heroínas da ópera volta ao La Scala, em Milão. Em "La Traviata", uma Violetta repleta de profundidade emocional revive na sumptuosa obra-prima de Giuseppe Verdi.
"'La Traviata' é uma obra-prima intemporal. Cada nota parece sempre nova, cada compasso tem algo novo e o nosso objetivo é manter sempre a música fresca e jovem. As personagens que Verdi descreve são tão verdadeiras e tão reais, que as pessoas podem identificar-se com as personalidades de Violetta, Alfredo Germont e o pai", afirma o maestro, Marco Armiliato.
A soprano Angel Blue interpreta apaixonadamente a trágica protagonista, ao lado do lendário Plácido Domingo.
"Eu vivo com ópera desde, eu diria, os meus 16 anos e nos anos seguintes vi-me absolutamente enamorada com a ópera, mas sinceramente nunca sonhei que viria a ter a oportunidade de cantar no La Scala", revela a cantora.
A ópera de Verdi conta a vida de uma cortesã parisiense e a história de um amor amaldiçoado com um fim trágico.
Angel Blue considera-a "uma mulher inteligente e acima de tudo, muito humilde". E acrescenta: "Julgo que alguém possa ser relamente boa pessoa, mas, talvez por ter um trabalho que outros não considerem digno, acabe por ser menosprezada. e acho que esse tema é universal ".
Para a artista, cantar ao lado de Plácido Domingo, que interpreta o pai do amante de Violetta, é uma experiência inspiradora.
"Ele tem um amor, uma excitação, uma alegria e uma paixão pela arte. E não é apenas a arte de cantar: é música. Exala dele. Dá para sentir. E é contagiante", conta.
