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Rumo às europeias: Os amores de Verona

Rumo às europeias: Os amores de Verona
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Os correspondentes da Euronews estão em Verona para falar de amor. Conversaram com vários casais europeus, em que cada um dos membros é originário de um país diferente ou mesmo de um país situado fora da União Europeia. Muitos pensam que a União Europeia trouxe vantagens às suas relações, sobretudo a nível burocrático.

Em Verona, tem lugar a história a Romeu e Julieta, pelo que nenhum sítio nos pareceu mais indicado para falar do amor na União Europeia. Quisemos saber se a UE é uma vantagem quando se vive entre culturas e entre países.

Jonathan é sueco. Na realidade, apesar de vir de um país membro da UE, é casado com uma cidadã israelita. Ainda assim, ambos viram como é diferente viver na UE quando compara a sua experiência com a de outros países. Ainda assim, o facto de Anastasia não ter um passaporte europeu implica mais obstáculos quando é preciso estabelecer residência e conseguir trabalho. Já viveram na Suécia e agora estão em Milão.

Karin Limdal também é sueca e vive, pela primeira vez, em Bruxelas é casada com Marco, italiano e de Verona.

"Na União Europeia não temos fronteiras," explicou Karin à Euronews. "Para mim, é algo óbvio. Vivi na Suécia, onde nasci, vivi em Itália. Não vejo qualquer diferença em termos práticos."

Chegaram a viver muito tempo separados, ela em Israel e ele no Kuwait. Era complicado, porque os países não tinham relações diplomáticas.

"E agora, desde há uns anos para cá, como ambos vivemos na Europa, mesmo que eu esteja em Itália e ela não, é muito fácil para mim porque posso ir de avião, Ryannair, qualquer coisa. Saio de Milão, Malpensa, uma hora de voo. É quase como um autocarro. Muito prático, diz Marco."

Falámos também com Wessel, de 25 anos. Vive em Modena, mas é holandês. A mulher, Loladina Zwaankswijk, também holandesa, mas vive na Bélgica.

"Para mim, a União Europeia é boa no sentido em que permite um mercado aberto. Mas, pessoalmente, em termos políticos, quero que a União Europeia continue como uma União aberta para mercados abertos, mas não estou muito de acordo com uma união total no conjunto," explica.

"Penso que não deveriamos ser como os Estados Unidos da América, ser os Estados Unidos da Europa. Os nossos países devem permanecer separados. Sempre foi assim porque, penso eu, temos grandes diferenças culturais. E vemos isso em Itália também."