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Violência na Líbia já provocou a morte de mais de 200 pessoas

Violência na Líbia já provocou a morte de mais de 200 pessoas
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A ofensiva do marechal Khalifa Haftar para tomar Tripoli continua a fazer estragos.

Os ataques do Exército Nacional Líbio (ENL) já provocaram a morte de mais de 200 pessoas, 18 civis, e fizeram mais de 900 feridos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

As Nações Unidas falam em cerca de 20 mil deslocados.

"Apelamos às Nações Unidas e ao Conselho de Segurança para ouvirem os bombardeamentos. A vida é assim na zona de Al-Suani: morteiros lançados em nossa direção. Por esse motivo, apelamos a que se encontre uma solução. Haftar bombardeia os civis. As forças dele estão envolvidas em ataques aleatórios a civis com rockets, tanques e artilharia pesada. Arruinou Al-Suani", lamenta Youssef Salem, um cidadão deslocado.

O Procurador-geral militar do Governo de Acordo Nacional (GAN) ordenou a prisão de Haftar e de seis oficiais. Em causa estão ataques aéreos contra instalações e bairros civis.

"Trata-se de bombardeamentos indiscriminados. De onde vem à noite? Eles destruíram o mundo. Fiquei deslocado. Não tenho casa nem carro. Nada. Foram eles que nos tiraram fora desta área. A minha casa está a ser bombardeada", alerta Mahmoud Al-Sayed, outro residente.

A comunidade internacional apelou a um cessar-fogo e às negociações entre o Governo de Acordo Nacional, reconhecido pelo Ocidente, e o Governo paralelo com sede no leste do país.

Bengazi não quer tréguas. E o único desfecho aceitável, baseado na superioridade militar, é uma vitória sobre Tripoli.

"Se a comunidade internacional lavar as mãos e os países que nos apoiam como a Turquia deixarem de enviar a frota e as marinhas para Misurata e a parte ocidental do país, o conflito terminará em breve porque as milícias não terão poder para resistir ao Exército", sublinhou Abdullah Al-Thani, primeiro-ministro do Governo paralelo.

França disse entretanto apoiar o Governo internacionalmente reconhecido depois de o Ministério líbio do Interior acusar o país de apoiar a ofensiva de Haftar contra Tripoli e de anunciar um corte da cooperação em matéria de segurança com Paris.