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Verdes "surfam" onda climática para conquistar votos

Verdes "surfam" onda climática para conquistar votos
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O grupo europeu Verdes almeja ser a grande surpresa das eleições para o Parlamento Europeu. Atualmente com 52 eurodeputados, os ambientalistas esperam que a luta por melhor política contra as alterações climáticas se traduza em votos, face à vaga de protestos que se espalhou por muitas cidades.

Os Verdes obtiveram bons resultados em escrutínios em 2018, nomeadamente na Alemanha, Bélgica e Luxemburgo. O holandês Bas Eickhout é um dos dois co-candidatos a presidir à Comissão Europeia e fala de urgência.

"Precisamos agir contra as alterações climática muito mais rapidamente, é uma questão fundamental, é uma crise. Quando vivemos a crise bancária, os políticos foram muito rápidos a salvar bancos. Agora temos que ser tão rápidos a salvar o planeta", disse à euronews.

A forte mobilização da juventude na Europa para exigir maior ambição climática tem dado visibilidade ao problema e ao partido.

Uma economia mais justa e os valores europeus

Mas os Verdes sabem que não podem ficar confinados ao tema estritamente ambiental e o seu mantra político é agora mais vasto: criar uma economia mais justa para toda a sociedade europeia.

A sustentabilidade como resposta para reformar o projeto europeu, segundo um dos co-presidentes da bancada no Parlamento, Philippe Lamberts.

"Para nós, o projeto europeu consiste, precisamente, em fazer com que, em qualquer parte deste continente, ninguém, mulher ou homem, seja reduzido a uma coisa, a nada. Considerar os seres humanos como nada é permitir que lhes causem sofrimento e isso nunca vamos aceitar", disse Lamberts numa sessão plenária.

Na atual legislatura, os Verdes orgulham-se de terem ajudado a criar uma comissão de inquérito sobre o escândalo Dieselgate (emissões de gases dos tubos de escape), bem como nova legislação sobre a utilização dos plásticos e sobre a proteção de dados pessoais na Internet.

Também realçam o facto de uma eurodeputada ecologista holandesa, Judith Sargentini, ter elaborado o relatório que deu origem ao processo contra a Hungria por violação do Estado de direito e dos valores europeus.

Ska Keller, co-líder da bancada e também candidata principal à Comissão Europeia, deixa o aviso: "A Europa prometeu democracia, Estado de direito e liberdades civis a todos os seus cidadãos. Mas esses grandes sucessos estão sob ameaça, há que defende-los todos os dias. Se a Europa perder a democracia, perde-se a si própria".

Os elementos da Aliança Livre Europeia

O grupo dos Verdes no Parlamento Europeu depende, principalmente, das delegações alemã, britânica e espanhola. Mas o grupo abriga, também, a Aliança Livre Europeia, com representantes eleitos por partidos regionalistas ou separatistas da Escócia, da Catalunha ou do País Basco.

O partido não pretende destronar os dois grandes partidos do centro (democratas-cristãos, por um lado, e socialistas, por outro), mas espera ser crucial nas alianças para obter maiorias, à semelhança de outros grupos mais pequenos no hemiciclo.