Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Polónia: Entre o futuro europeu e a ameaça eurocética

Polónia: Entre o futuro europeu e a ameaça eurocética
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Mais de uma década depois da adesão à União Europeia, números indicam que cerca de 91% dos polacos aceita a presença do país no bloco comunitário enquanto 85% acredita no impacto positivo para a economia do país.

"Para grande parte dos polacos trata-se de uma verdadeira comunidade em que participam e na qual podem ter alguma influência", sublinhou, em entrevista à Euronews, Jarosław Flis, sociólogo na Universidade Jaguelónica de Cracóvia.

O entusiasmo não surpreende o antigo ativista da oposição Bogusław Sonik, que integra o Parlamento Europeu desde as primeiras eleições europeias na Polónia.

"Os polacos têm vínculos com a liberdade. Sempre quiseram fazer parte do mundo livre ocidental", acrescentou o eurodeputado.

Os ventos de mudança foram sentidos pela população, que não esquece o período da Guerra Fria e da dependência da União Soviética.

O presidente polaco, Andrzej Duda, propôs a inclusão na Constituição da adesão do país à União Europeia: "A Europa somos nós. A União Europeia somos nós. Todos os que tentam colocar em causa a nossa presença na União Europeia estão a agir contra os interesses da Polónia. O nosso objetivo e a nossa tarefa é desenvolver uma Polónia moderna numa Europa unida."

Se, por um lado, a União Europeia junta pessoas, por outro divide a classe política. A campanha eleitoral tem sido dominada por acusações relacionadas com o "Polexit", a saída da Polónia da União Europeia.

"Temos uma grande escolha diante de nós: optar entre uma Polónia forte, rica e democrática numa Europa forte ou entre o que é atualmente - um Estado partidário a caminho de uma saída da União Europeia", lembrou Grzegorz Schetyna, líder da Coligação Europeia (KE), formada pelo partido da oposição Plataforma Cívica (PO) e que integra o Partido Popular da Polónia (PSL), a Aliança Democrática de Esquerda (SLD), os Verdes e outros pequenos partidos.

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, apelou à continuidade: "Apelo a todas as forças políticas para debatermos porque essa é a essência da democracia, mas sem comprometer a nossa posição na Europa."

As sondagens indicam que a maioria dos assentos serão conquistados pelo partido conservador eurocético Lei e Justiça (PiS).

Leszek Kabłak, Euronews - A escala de apoio a favor da União Europeia significa que uma saída da Polónia não passa de ficção. Esta ideia representaria praticamente um suicídio político para qualquer partido no país.