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"Breves de Bruxelas": Extrema-direita contra integração europeia

"Breves de Bruxelas": Extrema-direita contra integração europeia
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REUTERS/Alessandro Garofalo
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Bandeiras da União Europeia é coisa que nunca se verá num comício de Marine Le Pen, líder da União Nacional. O rosto da extrema-direita francesa esteve por detrás da criação, em 2015, do grupo Europa das Nações e da Liberdade no Parlamento Europeu, que tenta travar o que considera ser uma deriva federalista ilegítima.

"Para todos que sentem raiva, para todos o que querem exprimir a sua vontade, digo que a solução é votar. Nós prometemos libertar as nações de uma união que as sufoca, que as desapossessa da sua soberania e que causa grande dano a democracia", disse Le Pen no lançamento do manifesto do partido.

A maior delegação no grupo é francesa, composta por 15 membros, seguida da italiana com seis eurodeputados da Liga, partido atualmente no poder em Itália.

O Partido da Liberdade na Holanda elegeu quatro membros, o mesmo numero que veio da extrema-direita austríaca. Há três eurodeputados britânicos e dois polacos. Alemanha e Bélgica contribuíram com um membro cada.

Apesar do número relativamente pequeno de assentos, o ex-conselheiro de Donald Trump, Steve Bannon, esteve num comício de Marine le Pen para dar conselhos e ajudar a aumentar a expressão do grupo.

Salvini quer fechar todas as fronteiras

O vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, também quer ajudar a transformar a bancada na terceira mais representativa no hemiciclo.

As suas propostas passam por promover o aumento da natalidade, travar a migração e apostar na segurança.

"Se no domingo (26 de maio) a Liga além de ser o maior partido de Itália passar a ser o maior partido na Europa, vamos fechar as fronteiras não só em Itália, mas também por toda na Europa, ponto final. Para isso precisamos do seu voto", disse Salvini, num comício.

Vários políticos de extrema-direita têm uma atitude muito conciliadora com a Rússia, potência vista pelos moderados como cada vez maior ameaça à União Europeia, desde a intervenção que fez na Ucrânia.

Escândalo na Áustria

Esta semana, foram anunciadas eleições antecipadas na Áustria depois de divulgado um vídeo em que o vice-chanceler e líder da extrema-direita surgia a ser, alegadamente, corrompido por uma cidadã russa.

A delegação francesa na bancada Europa das Nações e da Liberdade também esteve envolvida num escândalo com uso indevido de fundos europeus, tendo sido obrigada, por ordem judicial, a devolver ao Parlamento Europeu trezentos mil euros, em 2018.

Mas Nicholas Bay, co-líder da Europa das Nações e da Liberdade, diz que apenas este grupo ouve realmente os cidadãos: "Considero que as instituições europeias precisam começar a ouvir as pessoas e passarem, efetivamente, a empenhar-se na defesa dos interesses vitais de nossas nações e populações".

As sondagens indicam que Marine Le Pen está em empate técnico com o partido no poder, do centrista Emmanuel Macron. Se as forças eurocéticas e de extrema-direita aumentarem a sua presença no Parlamento Europeu, será muito mais difícil passar legislação que leve ao aprofundamento da União.