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Liberais querem ser a grande força centrista no PE

Margrethe Vestager é uma das apostas para liderar a Comissão Europeia
Margrethe Vestager é uma das apostas para liderar a Comissão Europeia
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Seis meses antes das eleições europeias, Guy Verhofstadt protagonizou uma "guerra de cartazes" com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que o acusou de promover a migração em massa para a União Europeia.

O político belga contra-atacou, acusando Viktor Orbán de estar apenas interessando nos fundos europeus, desprezando os valores e o Estado de direito.

Guy Verhofstadt é o líder do grupo liberal no Parlamento Europeu, com 69 eurodeputados (quarta maior força no hemiciclo de 751 assentos) e considera que o combate ao populismo é decisivo para o futuro do bloco, mas também quer destronar as tradicionais forças centristas.

"Há décadas, o poder era monopolizado por dois partidos: o dos socialistas, por um lado, e o dos conservadores, por outro lado. Acredito realmente que algo de novo acontecerá durante as eleições de 2019: esse velho e cansado sistema político será derrotado pelo novo movimento que vamos criar juntos", disse Guy Verhofstadt, em outubro passado, durante um congresso do partido, em Madrid (Espanha).

No entanto, entre os 28 Estados-membros, apenas seis têm governos liberais: Dinamarca, Estónia, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Eslovénia.

Novo grupo em coligação com Macron?

O grupo poderá ganhar cerca de duas dezenas de assentos se as negociações em curso com o partido En Marche, do Presidente francês, Emmanuel Macron, levarem à criação de uma nova família política "progressista" após as eleições.

Como um dos líderes do eixo franco-alemão, que "impulsiona" maior integração européia, Macron defende "um renascimento europeu" para derrotar as ameaças populistas.

"A força do povo europeu está no facto de ser composto por várias populações. Quando o medo reaparece, quando a inquietação com o mundo domina e a dúvida se instala na democracia, aumenta a raiva e com ela emergem os mais antigos e piores ódios", disse Emmanuel Macron, em março passado, numa entrevista a um jornalista italiano.

Macron está contra o processo de candidatos principais, tendo o ALDE optado por criar uma "Equipa Europa" com sete pessoas, das quais cinco mulheres, e que inclui Verhosftadt.

Vestager: de comissária carismática a presidente da Comissão?

Mas Margrethe Vestager é amplamente vista como o principal candidata a liderar a Comissão Europeia, onde, atualmente, detém a pasta da Concorrência.

A antiga vice-primeira-ministra dinamarquesa é vista como ousada e carismática e defende instituições europeias mais holísticas.

"Devemos encontrar soluções concretas e padrões ambiciosos para defender as nossas fronteiras, o nosso planeta, a nossa liberdade. Devemos ter a responsabilidade de garantir uma Europa sustentável e inclusiva, onde nos sentimos seguros", disse Margrethe Vestager, durante uma ação de campanha em Budapeste (Hungria), a 1 de maio.

Acordos de livre comércio mais justos é uma questão central para os liberais, argumentando que ajudarão a propagar no mundo um modelo económico mais sustentável, inclusive em termos de padrões ambientais e laborais.

O partido defende uma política equilibrada em termos de segurança nas fronteiras e abertura à migração, vista como força motriz para uma Europa multicultural.

E mesmo depois do Brexit, os liberais não querem apenas maior integração europeia, mas também defendem, firmemente, um futuro alargamento a novos membros.