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Conservadores não querem sair do "pódio" no PE

Conservadores não querem sair do "pódio" no PE
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O político checo Jan Zahradil é o candidato a presidente da Comissão Europeia pelo grupo Conservadores e Reformistas Europeus (CRE), a terceira maior bancada no Parlamento Europeu.

Um grupo que está em risco de perder muitos dos 71 assentos devido ao Brexit, já que 19 dos seus eurodeputados pertencem ao Partido Conservador britânico.

O candidato não esconde o euroceticismo face a um modelo de maior integração europeia: "A União Europeia não é um Estado, a Comissão Europeia não é um governo. Somos uma família pró-europeia, mas anti-federalista e esta será uma das principais mensagens na campanha", disse Jan Zahradil.

O euroceticismo e o populismo estão a aumentar na União Europeia, mas a bancada poderá reduzir-se, também, por causa das divisões ideológicas internas, derivadas de grandes diferenças entre os partidos nacionais que elegeram os eurodeputados.

Os britânicos e os polacos são os mais numerosos (19 eurodeputados em cada), seguindo-se as delegações alemã e italiana, abaixo da dezena de membros. Os outros 19 Estados-membros representados no grupo têm entre um e três eurodeputados.

O CRE surgiu em 2009, quando o antigo primeiro-ministro britânico, David Cameron, quis criar um novo grupo para os conservadores, em vez de pertencerem ao Partido Popular Europeu, de centro-direita e o maior do Parlamento.

O grupo tem algum peso, mas a grande parte das alianças para obter maiorias na aprovação de legislação envolveram os socialistas e os liberais, mais pró-europeus e moderados.

Brexit deixa "poder" na mão dos polacos?

Face à tumultuada negociação para o Brexit, que dura há quase três anos (com Theresa May a liderar), o Reino Unido vê-se obrigado pelos tratados a participar nas eleições europeias, um pesadelo para o Partido Conservador.

O partido não escreveu um manifesto, a campanha tem sido quase inexistente e as sondagens apontam que poderá perder metade dos eurodeputados.

O segundo pilar da bancada é o Partido Lei e Justiça, da Polónia, que está no poder. O governo de Varsóvia vive uma forte confrontação com as instituições europeias por causa de alegadas violações do Estado de direito e da recusa em acolher refugiados.

Católico ultraconservador, o líder do partido, Jaroslaw Kaczynski, é bem claro sobre a recusa de um Estado laico: "A Igreja ainda é o único repositório do nosso sistema de valores. Quem se levantar contra a Igreja, para a destruir, está a levantar-se contra a Polónia."

Na campanha, o Partido Lei e Justiça e outros membros do grupo tentam captar o interesse de outros partidos nacionalistas para a formação da futura bancada.

Isto porque mesmo que alguns eurodeputados britânicos sejam eleitos por esta fação poderão, a qualquer momento, ter de abandonar o Parlamento face à concretização do Brexit.

Mas a presença eurocética não deixará de se sentir no novo hemiciclo.