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Políticos e celebridades na corrida eleitoral

Políticos e celebridades na corrida eleitoral
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O apelo ao voto da cantora austríaca Conchita Wurst ou a defesa do projeto europeu pelo cantor irlandês Bono mostram como os mundos da política e da celebridade artística ou mediática tendem a ficar mais próximos em momentos como as eleições.

Algumas celebridades vão mais longe e tornam-se candidatos a eurodeputados, como é o caso do musico francês Francis Lalanne.

Apoiante do movimento contestatário "coletes amarelos", apresenta-se como alternativa a Emmanuel Macron e a Marine Le Pen.

Na Grécia, a lista do Syriza inclui Alexis Georgoulis, um ator popular, também conhecido internacionalmente pela participação num filme de Hollywood de grande bilheteira.

Em Itália, Giusy Versace luta pelos direitos das pessoas com necessidades especiais. A atleta começou por ser deputada pelo parido Forza Italia, de centro-direita, e agora quer ir para Bruxelas.

Denis Collard é conhecido como "Senhor Meteorologia" na Bélgica e tenta, agora, uma nova carreira como candidato a eurodeputado pelo partido liberal.

A mais-valia da fama?

Alguns políticos resolvem trocar a visibilidade no parlamento nacional por uma carreira mais discreta em Bruxelas. Mas qual será o apelo para as celebridades?

“O nível europeu é interessante para entrar na política. Por exemplo, há celebridades que estão preocupadas com certas questões, sobre as quais são tomadas decisões importantes, sobretudo, a nível europeu. Por outro lado, pode ser visto como um campo de ação mais fácil, porque se pode ter uma efetiva intervenção legislativa sem, necessariamente, estar envolvido na política doméstica", explicou, à euronews, Andrea Felicetti, analista político da Universidade de Leuven.

Em tempos de desilusão com as elites políticas e o tradicional sistema partidário, as celebridades também podem ser vistas como trunfos para travar o desinteresse popular pela política.

“Há quem faça o seguinte raciocínio: se este homem ou esta mulher foram tão longe na carreira, pode bem ser que sejam bons a fazer política. Talvez possam resolver os problemas que eu considero serem os mais prementes”, acrescenta o analista.

Nalguns casos, são os políticos que se tornam celebridades. A fama, mesmo a nível internacional, não é estranha ao ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, ao ex-ministro das Finanças grego Yannis Varoufakis ou ao ex-líder independentista catalão Carles Puigdemont.

Por causa do carisma, capacidade comunicacional ou protagonismo em momentos históricos, todos eles são candidatos a um assento no Parlamento Europeu.