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Quem vai suceder a Christine Lagarde?

Quem vai suceder a Christine Lagarde?
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A nomeação de Christine Lagarde para presidente do Banco Central Europeu abre uma corrida pela liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com os requisitos oficiais, o sucessor ou a sucessora de Lagarde terá de ter um historial significativo na elaboração de políticas económicas a um nível senior.

O FMI tem sido tradicionalmente liderado por um europeu, enquanto o Banco Mundial tem sido dirigido por um norte-americano.

Cinco dos 11 líderes do FMI foram cidadãos franceses, incluindo os últimos dois. Isto pode eventualmente reduzir as hipóteses de Benoît Coeuré, Bruno Le Maire ou de Pierre Moscovici.

O britânico Mark Carney, nascido no Canadá e detentor de um passaporte irlandês, é apontado como um dos candidatos mais fortes. O seu mandato como governador do Banco de Inglaterra acaba em janeiro do próximo ano.

É bem visto pelos ministros das Finanças e pelos governadores dos bancos centrais. No dia a seguir ao referendo do Brexit, Carney prometeu um apoio extra ao sistema financeiro. Desde então foi acusado de envolvimento na política com um aviso sobre o Brexit no caso de um não acordo.

Outro dos nomes apontados é George Osborne, ex-ministro das Finanças do Reino Unido. Terá dito aos seus amigos que está a ponderar esta possibilidade. Mas a reputação de ser um dos arquitetos da austeridade no Reino Unido e o seu historial no Brexit podem ser obstáculos.

Os europeus do Leste ficaram de fora dos principais cargos da União Europeia. Daí que Kristalina Georgieva possa ser candidata. Seria a segunda mulher a liderar o FMI.

A búlgara tem um longo currículo em posições-chave da Comissão Europeia e das Nações Unidas. Atualmente é a diretora-executiva do Banco Mundial.

Outro possível candidato europeu é Mario Draghi, presidente cessante do Banco Central Europeu.

Com 71 anos ultrapassa a idade limite para o cargo. Mas se Christine Lagarde pode dirigir o Banco Central Europeu sem ter experiência em política monetária ou em bancos centrais, pode ser que haja alguma flexibilidade, tendo em conta o currículo de Draghi.

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