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Parlamento Europeu dá luz verde a Lagarde em votação não vinculativa

Parlamento Europeu dá luz verde a Lagarde em votação não vinculativa
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Reuters
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O Parlamento Europeu aprovou a designação de Christine Lagarde para a presidência do Banco Central Europeu.

Numa votação não vinculativa, a Comissão para Assuntos Económicos e Monetários deu "luz verde" à ex-diretora do FMI, para suceder o italiano Mario Draghi. Lagarde obteve 37 votos a favor, 11 contra e 4 abstenções. A votação oficial está marcada para o plenário do Parlamento Europeu na sessão de 16 a 19 de setembro.

No discurso, Christine Lagarde tentou convencer os deputados do que quer fazer como chefe do BCE. Disse que acredita que alguns países da zona euro podem usar parte o espaço fiscal para melhorar a infraestrutura e para estabelecer os gastos públicos que realmente podem ajudar a combater a recessão.

"Não há muito espaço para melhor políticas fiscais, mas há espaço suficiente.", admitiu Lagarde.

Lagarde seria a primeira mulher a chefiar o Banco Central Europeu. Formada em advogacia, alguns especialistas dizem que a falta de experiência em economia pode funcionar contra a candidata, porque Lagarde poderia tornar a instituição "mais política".

Em entrevista à Euronews, Douglas Rediker, ex-membro do FMI, agora da Instituição Brookings, explicou que o mandato do BCE não está a funcionar.

Douglas Rediker

"É preciso criar uma nova estrutura institucional. E este é um assunto levantado por muitos governos e políticos, assunto que foi metido para debaixo do tapete pelos alemães e por países do norte da Europa", disse o especialista. "A questão é, se os europeus na Alemanha do Norte, em particular, não estão assim tão bem economicamente, têm de estar abertos a repensar as restrições que já existem, para tentarem estimular o crescimento, elevar a inflação à meta, reformar o papel que o BCE desempenha na Europa, e o papel das autoridades fiscais nas economias europeias", concluiu.