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Ministros da Justiça discutem modelos alternativos de encarceramento

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Na ilha de Suomenlinna, próximo da capital finlandesa, Helsínquia, existe uma prisão aberta onde foi implementado um sistema de transição gradual para a liberdade.

O governo finlandês afirma que se trata de uma razão para o país ter uma das populações prisionais mais baixas da Europa: 103 detidos por cada cem mil habitantes; a média europeia situa-se nos 318.

Marko está a cumprir a sua quarta sentença, desta feita com uma duração de 4 anos.
Ele ambiciona tornar-se treinador pessoal. Para tal, Marko segue um plano individual para tratar a dependência de drogas e acelerar a sua reinserção na sociedade.

"É totalmente diferente de uma prisão fechada onde não se faz nada senão esperar pelo fim da sentença. Numa prisão aberta podemos fazer muitas coisas. Eu trabalho e estudo todos os dias", afirma Marko Karjalainen, um dos detidos na prisão aberta de Suomenlinna.

Trinta por cento dos prisioneiros finlandeses servem as suas sentenças em prisões abertas; alguns vêm este modelo como uma forma de evitar o excesso populacional assim como a radicalização dos detidos.

Para o governo, os números falam por si: um dia numa prisão fechada custa ao governo 213 euros por prisioneiro; numa prisão aberta este valor desce para 149. Esta prisão tem uma centena de detidos e um orçamento anual de 4,2 mihões de euros.

"É mais barato porque temos menos funcionários nas prisões abertas; os prisioneiros são ativos, são eles que tratam das limpezas, cozinham etc... por isso não precisamos de muitos funcionários. Cada prisioneiro está sujeito a supervisão electrónica. Só trabalham aqui cinco guardas de cada vez", informa Sinikka Saarela, diretora da prisão de Suomenlinna.

Medidas alternativas às prisões fechadas são um dos tópicos abordados esta quinta-feira e sexta-feira num encontro de ministros europeus da Justiça que aborda a qualidade e independência dos sistemas de justiça nos estados-membros da UE.