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Polícia fecha os olhos a probição de burqas na Holanda

Polícia fecha os olhos a probição de burqas na Holanda
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Arquivo - REUTERS/Mohammad Ismail
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Entrou esta quinta-feira em vigor na Holanda a lei que proíbe a circulação de pessoas de cara coberta em espaços públicos. A lei foi pensada nas burqas e niqabs - os véus islâmicos mais conservadores - mas foi depois alargada a máscaras de ski, balaclavas ou capacetes integrais.

A legislação, posta na ordem do dia por Geert Wilders, líder do Partido da Liberdade, de extrema-direita, suscitou vários protestos.

Os véus são proibidos nos transportes públicos, escolas ou hospitais. Mas a polícia já veio dizer que não tem como prioridade a fiscalização da aplicação desta lei. Mais, as autoridades não escondem o desconforto por, pela letra da lei, terem de obrigar uma mulher a retirar o véu antes de entrar numa esquadra de polícia, mesmo que venha apresentar queixa.

De acordo com o Ministério do Interior, é responsabilidade dos empregados das escolas, dos hospitais, das instituições e dos motoristas negarem o acesso a uma mulher que esteja a usar um véu integral ou chamarem a polícia.

Sem a polícia, o porta-voz da rede publica de transportes veio já dizer que é impossível aplicar a lei nos transportes públicos.

Vários hospitais do país também disseram que "não se recusariam a fornecer cuidados a qualquer pessoa, não importando as roupas que vestissem".

Até ordem em contrário, a legislação está em vigor, mas na gaveta.

A Bélgica, a Dinamarca e a Áustria adotaram legislação semelhante.