Tratado nuclear EUA-Rússia chega ao fim

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NATO declara "morte" do documento histórico, assinado há mais de 30 anos por Reagan e Gorbachev

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A NATO aponta o dedo à Rússia pelo fim do Tratado Internacional de Desarmamento Nuclear.

Em causa, os novos mísseis nucleares russos que Moscovo desenvolveu e recusou destruir. A Aliança Atlântica promete uma resposta à altura.

O secretário-geral da NATO afirma que a organização vai "garantir que a defesa nuclear se mantém segura e efectiva". Para Jens Stoltenberg, os "aliados estão firmemente comprometidos com a preservação efectiva de um controlo internacional de desarmamento e não proliferação nuclear", mas assegura que "não vão imitar a Rússia" por que " não querem uma nova corrida ao armamento".

O tratado vigorava há mais de 30 anos. Foi assinado em 1987 por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev. Na altura pôs fim à crise que se seguiu à instalação, em 1980, de mísseis da União soviética apontados para capitais ocidentais.

Os Estados Unidos acusaram a Rússia de violar o tratado. Já no início deste ano a administração Trump anunciou que abandonava o Pacto.

Para a Teri Schultz, jornalista especialista em questões de defesa, "os EUA já constataram que a china está a avançar muito rapidamente e não está regulada por qualquer tratado nuclear. Washington defende que, uma vez que a Rússia fez do tratado letra morta, é preferível um acordo mais abrangente, com mais países de modo a desenvolver-se uma matriz de restrições no desenvolvimento de armas nucleares."

A Rússia insiste que não violou os termos do tratado e diz que este episódio é uma desculpa dos Estados Unidos para abandonar o acordo estabelecido.

Moscovo tinha até esta sexta-feira para destruir os mísseis 9M729 com capacidade de alcance de 500 quilómetros

A NATO não prolonga o ultimato e garante que vai responder de forma ponderada e responsável aos riscos para a segurança dos aliados.

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