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Verão "escaldante" para a política italiana

Verão "escaldante" para a política italiana
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Em Itália, este está a ser o verão mais quente da última década, mas não apenas em termos climáticos, na política também.

No domingo, em comunicado, o movimento 5 Estrelas afirmava que Matteo Salvini, líder da Liga, a outra formação da coligação governamental, já não é um parceiro de confiança. Isto depois de vários episódios de uma crise governamental extemporânea, que acontece no momento em que Itália deveria estar "fechada" para férias, precipitada por Salvini.

O primeiro-ministro Giuseppe Conte falará ao Senado esta terça-feira. No final deverá esclarecer se se demite ou não.

Já Salvini está pronto a tirar partido da atual popularidade da Liga e conseguir aquilo a que chama de "plenos poderes". A "batata quente" fica nas mãos do presidente:

"Penso que o presidente Mattarella - e isto é o que eu penso, ele nunca o irá dizer - não quer voltar, imediatamente, às urnas. Ele prefere um governo interino e quer evitar que o Orçamento de Estado seja votado muito perto de eleições, isso seria devastador para o país", explica o professor de Direito Constitucional Comparativo, Fulco Lanchester, da universidade "La Sapienza".

Antes da atual crise era Matteo Salvini que estava em xeque. O partido Democrata tinha apresentado uma moção de censura contra o ainda vice-primeiro-ministro, que será votada no próximo mês:

"Tendo em conta que, em setembro, haverá uma moção de censura contra Salvini - para evitar sujeitar-se a ela - Salvini pensou em eleições antecipadas como uma possível solução. Mas, entretanto, percebeu que voltar às urnas poderia ser difícil, se queria salvar o seu posto", adianta o mesmo docente.

No meio desta crise estão os eleitores italianos. Num possível cenário de eleições antecipadas as sondagens favorecem Salvini. Mas quer Itália voltar às urnas? Como vivem os italianos esta telenovela política?

"Eu confiei neste governo, pensei mesmo que era o governo da mudança e fiquei chateada ao saber que, de repente, está em colapso", refere uma jovem.

"Honestamente, já não sei em quem votar, em quem devo confiar, já não sei nada..." - Desabafa outra italiana.

"Eu espero, verdadeiramente, que este governo colapse o mais rápido possível. Nós chegámos ao mais alto nível de incompetência e estupidez", afirma um italiano.

Já esta segunda-feira, a Liga anunciava que proporá cortes nos impostos já para o Orçamento de 2020, uma clara medida que aumentará o défice do país mas a pensar em eleições antecipadas.