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Uma mulher num mundo de homens

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No setor das pescas, os estereótipos culturais são parte da razão pela qual a maioria das mulheres trabalha em terra, desempenhando tarefas consideradas "femininas."

Lidia González desafiou perceções sociais ao escolher ir para o oceano Atlântico sul como elemento de uma grande embarcação de pesca e passando metade do ano perto das ilhas Malvinas, na última viagem.

Diz que sempre gostou da vela e da pesca, por isso decidiu abraçar a profissão.

Apesar de ser raro para uma jovem mulher integrar uma grande embarcação, Lidia beneficiou da ajuda do projeto REDMAR, apoiado pela União Europeia e gerido pela Fundação Galega para a Pesca e Apanha de Marisco (FUNDAMAR), que permite às mulheres obter a preparação profissional de que necessitam para trabalhar a bordo.

A FUNDAMAR colocou Lidia em contacto com uma empresa de pesca que acabou por contratá-la.

Lidia diz que esperava momentos difíceis com a tripulação de 40 homens de várias nacionalidades durante a viagem de meses pelo Atlântico. Na prática, ficou surpreendida com o comportamento profissional e de respeito dos colegas.

Acredita que os antigos estereótipos relacionados com os empregos tradicionalmente masculinos ou femininos estão, em grande parte, obsoletos e que agora já não importa tanto se se é homem ou mulher.

Está a preparar-se para se tornar capitã e sublinha que as mulheres estão perfeitamente aptas para desempenhar trabalhos duros, longe de casa, apesar de admitir que um dia gostaria de fazer uma pausa e criar uma família.

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