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Tráfico humano e trabalho ilegal nas vindimas em França

Tráfico humano e trabalho ilegal nas vindimas em França
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Vários campos de vinhas da região do Beaujolais, no leste de França, foram alvo de rusgas por suspeita de exploração ilegal de trabalhadores búlgaros durante a época das vindimas. Uma operação conjunta do gabinete francês de luta contra o trabalho ilegal (OCLTI) e da unidade europeia de cooperação judicial Eurojust, com a colaboração da Europol.

Uma das propriedades visadas pertence a Dominique Piron, um dos mais conhecidos viticultores da região:

"Nós trabalhamos atualmente com uma empresa de trabalho temporário. Somos cinco viticultores no Beaujolais a trabalhar com ela. Há muitas outras empresas búlgaras que estão presentes aqui. Este ano, há cerca de 20.000 pessoas a trabalhar nas vindimas no Beaujolais e talvez 10.000 são búlgaros. Não é fácil obter informações sobre todas essas empresas. Talvez não tenhamos feito o suficiente..."

Em paralelo, as autoridades búlgaras lançaram uma investigação às empresas que enviam os trabalhadores para França. Segundo a procuradoria em Sófia, foram identificadas até ao momento 167 supostas vítimas de uma rede que enviava pessoas para trabalharem em vinhas francesas, alojadas em instalações precárias e sem receberem o pagamento devido. Piron diz que desconhecia a situação dos trabalhadores.

Hans von der Brelie, euronews: "Quanto paga?"

Dominique Piron: "Nós pagamos ao hectar: 1800 euros por cada, o que corresponde a cerca de 60 euros por dia, para cada trabalhador. Trabalhamos com esta empresa há cinco anos. Antes, pagávamos diretamente aos trabalhadores mas, há dois ou três anos, os búlgaros disseram-nos: 'vamos criar a nossa própria empresa e assim terão uma única fatura'. E nós pensámos: 'Porque não?' De qualquer forma, não tinhamos escolha..."

Na sequência da investigação conjunta, três cidadãos búlgaros e um francês, dirigentes de uma agência de trabalho temporário, foram interpelados e colocados em detenção provisória no território francês.

Hans van der Brelie, euronews: "Há algumas boas notícias: as autoridades francesas e búlgaras puderam cooperar com as agências europeias, no sentido de fechar as portas destes negócios obscuros que abusam dos trabalhadores. É uma boa notícia porque demonstra que a cooperação em termos da justiça na União Europeia está a funcionar."