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Escalada da guerra comercial UE- EUA

Escalada da guerra comercial UE- EUA
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Numa medida que ameaça desencadear uma guerra comercial transatlântica, os Estados Unidos querem impor tarifas sobre 6,8 mil milhões de euros em bens de origem europeia.

Na rede social Twitter, Donald Trump considerou que esta é "uma boa vitória" e acusou a "União Europeia de mal tratar há muitos anos os EUA, no que diz respeito ao comércio".

Na quarta-feira, a Organização Mundial de Comércio autorizou os Estados Unidos a aplicar tarifas adicionais de 7,5 mil milhões de dólares (quase sete mil milhões de euros) a produtos europeus, em retaliação pelas ajudas da União Europeia à fabricante francesa de aeronaves, a Airbus.

De qualquer forma, a OMC também considerou que os subsídios dados à Boeing pela administração norte- americana são ilegais.

Agora, espera-se a retaliação da União Europeia, que vai propor as próprias tarifas quando o caso da Boeing chegar ao fim, em 2020.

A comissária europeia do Comércio já reagiu a esta escalada da tensão comercial: Cecilia Malmstrom lembrou que "a imposição mútua de contramedidas apenas provoca danos a empresas e cidadãos de ambos os lados do Atlântico e prejudica o comércio global e o setor de aviação num momento delicado".

Nos outros setores de atividade também já está a ser avaliado o impacto destas tarifas. De acordo com o consórcio italiano de queijos, os consumidores dos EUA vão pagar cerca de 5 dólares a mais por quilo de parmesão italiano por causa de impostos. As tarifas dos EUA devem ter um impacto de cerca de 500 milhões de euros por ano nos produtos agrícolas italianos, de acordo com a Associação de agricultores italianos Coldiretti. Cerca de mil milhões de euros nas mercadorias espanholas, diz a Associação Agrícola espanhola (COAG) e podem colocar em risco mais de mil milhões de euros em exportações de uísque da Escócia para os EUA. Aliás, o mercado norte-americano é o maior e mais valioso mercado do uísque escocês.

O Reino Unido, entretanto está à espera da confirmação da Organização Mundial do Comércio de que cumpriu totalmente as regras e acredota que não deve ser afetado pelas tarifas.

Mas esta decisão pode estar dependente dos contornos do acordo comercial entre os britânicos e a União Europeia para o período pós Brexit.