Ucranianos protestam contra eleições no leste do país

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Direitos de autor REUTERS/Valentyn Ogirenko
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Esta terça-feira, o presidente anunciou o apoio a eleições nas províncias de Donetsk e Lugansk

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Centenas de ucranianos juntaram-se ao protesto organizado por grupos nacionalistas contra as eleições no território controlado por milícias pró-Rússia.

Esta terça-feira, o presidente convocou uma conferência de imprensa para dizer que aceita eleições nas províncias de Donetsk e Lugansk. O escrutínio vai permitir às regiões um estatuto especial de governação. Para os nacionalistas ucranianos, Volodimir Zelenskii está a trair o país.

Grande parte das duas regiões do leste da Ucrânia foi ocupada, há mais de cinco anos, por separatistas apoiados pela Rússia. O conflito provocou milhares de mortes e deixou mais de um milhão de deslocados.

Zelensky prometeu acabar com a violência mas os manifestantes entendem que, ao concordar com estas eleições, o presidente não está a contribuir para a paz.

A posição de Volodymyr Zelensky faz parte da chamada “Fórmula Steinmeier” destinada a quebrar o impasse no acordo de paz de Minsk, assinado em 2015.

O presidente sublinhou a importância do respeito e transparência no processo eleitoral.

"Estas eleições serão realizadas ao abrigo das normas da Organização para a Cooperação e Segurança Europeia e das normas internacionais de eleições democráticas. Isto significa: respeito pela população, pelos jornalistas e pelos nossos observadores. Não poderá haver eleições com armas de fogo".

A “Fórmula de Steinmeier” defende eleições livres e justas no leste da Ucrânia de acordo com o direito do pais, o acompanhamento pela Organização para a Cooperação e Segurança Europeia e, em contrapartida, o estatuto de autogovernação.

O problema, para muitos ucranianos, é que a fórmula permite a realização de eleições ainda com as forças apoiadas pela Rússia no território e o facto da maioria dos que têm opiniões pró-Ucrania terem abandonado a região há muito tempo.

Os pais está dividido.

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