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Crise da Alitalia agrava-se com nova greve e ameaça de despedimentos

Crise da Alitalia agrava-se com nova greve e ameaça de despedimentos
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A companhia aérea italiana Alitalia foi obrigada a cancelar cerca de 200 voos esta semana por causa da greve de pilotos e tripulantes de cabine marcada para esta quinta-feira.

Uma situação que vem complicar ainda mais a sobrevivência da empresa, que está sob intervenção do Estado desde maio de 2017, devido a uma grave crise de liquidez.

A Alitalia continua a aguardar pelo plano de resgate do consórcio liderado pela Ferrovie dello Stato, com o apoio da Delta Air Lines e do grupo rodoviário italiano Atlantia.

Depois de seis atrasos nos últimos meses, o Ministério do Desenvolvimento Económico estipulou 15 de outubro como o prazo para a apresentação da proposta. Se o interesse da companhia ferroviária de Itália não se concretizar, apenas uma nova injeção de dinheiro público poderá evitar a falência.

Segundo a imprensa italiana, a primeira emergência passa pelo despedimento de cerca de 2000 trabalhadores.

A expectativa é assegurar assim a continuidade dos negócios da Alitalia, face aos crónicos problemas de liquidez: os cofres só devem ter dinheiro até dezembro e o executivo pode ter de intervir com um novo empréstimo de 200 milhões de euros.

Até agora, segundo estimativas da Mediobanca, o estado gastou 8,7 mil milhões de euros para manter viva a companhia aérea nacional. A empresa perde meio milhão de euros por dia. No entanto, o problema não se resume à Alitália. Nos últimos dois anos, 36 companhias aéreas declararam falência.

A eslovena Adria Airways cessou a operação no dia 02 de outubro. Vendida pelo governo à companhia alemã 4K Invest, a Adria Airways há muito que passava por dificuldades financeiras. Pouco tempo antes foi a francesa Aigle Azur a interromper as operações, deixando mais de 13.000 passageiros retidos e milhares de passageiros com bilhetes sem valor. Já a XL Airways interrompeu a venda de bilhetes após um tribunal francês declarar a liquidação judicial da empresa.

A turbulência no setor da aviação europeia parece estar para continuar, abrindo a porta a novas falências, fusões e aquisições.

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