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"Cuidem da Europa", pediu Juncker ao Parlamento Europeu

"Cuidem da Europa", pediu Juncker ao Parlamento Europeu
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Reuters
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"Ao longo de cinco anos, tive muito orgulho em ser uma pequena peça de um organismo maior, que é mais importante do que qualquer um de nós. É preciso continuar a lutar contra o nacionalismo estúpido. Viva a Europa", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no fim do discurso de balanço do seu mandato, na sessão plenária do Parlamento Europeu, terça-feira, em Estrasburgo.

O chefe do executivo europeu, que se reformará da vida política ao deixar a Comissão até ao final do ano, foi convidado a apresentar um balanço do mandato marcado por várias crises: economia a meio gás, dívida grega, gestão do fluxo migratório.

Quando assumiu o cargo, em 2014, "a Europa estava enfraquecida", "não era amada", o que o levou a qualificar sua equipa como "Comissão da última oportunidade", recordou Juncker.

A euronews falou com dois eurodeputados sobre o legado político e pessoal do político luxemburguês prestes a completar 65 anos.

"Os acordos de livre comércio, que sabemos serem o motor da crescente desigualdade e pressão ecológica, deixam-no muito orgulhoso. Fez acordos com o Canadá, o Japão e o Mercosul, e está desiludido por não ter conseguido fazer um com os Estados Unidos", disse Philippe Lamberts, eurodeputado ecologista belga.

"Não há ninguém mais empenhado em construir os Estados Unidos da Europa, em se livrar dos Estados-nação democráticos. Penso que o Brexit impediu-o de completar essa tarefa", afirmou Nigel Farage, eurodeputado eurocético britânico.

"Uma pessoa amável, boa companhia"

Mas, para lá da herança política, que marca pessoal deixou Juncker ?

"Penso que é importante, especialmente num momento de tanta polaridade política, poder partilhar pontos de vista diferente com uma pessoa e, ainda assim, gostar dela. Eu sempre apreciei a companhia dele", referiu Farage.

"Ele é sempre é muito amável em público, mas deixou-nos, claramente, fora do seu círculo interno. Não pertencíamos ao primeiro, nem ao segundo ou ao terceiro. Deixou-nos sempre à distância", disse Lamberts.

A alemã Ursula von der Leyen vai suceder a Juncker, mas a tomada de posse marcada para 1 de novembro foi adiada, pelo menos um mês, devido à nova série de audições com os futuros comissários europeus a indicar pela França, Hungria e Roménia.

Mas será que Juncker se deveria mesmo reformar como promete? "Penso que é um protagonista importante na União Europeia e ainda precisaremos da ajuda dele no futuro", aventou Antonio Tajani, eurodeputado italiano de centro-direita.

Fã incondicional do projeto europeu, Juncker promete escrever um livro de memórias sobre o seu mandato.

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