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EUA dizem que líder do Daesh está morto. Rússia diz que não há provas

EUA dizem que líder do Daesh está morto. Rússia diz que não há provas
Direitos de autor Reuters
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De  Ana Serapicos
Publicado a Últimas notícias
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EUA terão desenvolvido uma operação no nordeste da Síria para capturar Abu Bakr al-Baghdadi, que terá cometido suicídio depois de encurralado pelas tropas norte-americanas

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**"Os EUA trouxeram até à justiça o maior líder do terrorismo mundial. Abu Bakr al-Baghdadi está morto": **O anúncio, que foi feito este domingo pela Casa Branca, admite a morte do fundador e líder do Estado Islâmico.

Abu Bakr al-Baghdadi era procurado desde 2010, altura em que terá fundado o grupo extremista, no iraque. Al-Baghdadi tinha a 'cabeça a prémio', um valor de 22 milhões de euros: Uma ambição de muitos que fez com que, um homem que controlava várias regiões na Síria e no Iraque, tenha deixado de ser visto. Segundo os serviços secretos iraquianos, o líder do Estado Islâmico mantinha conversas estratégicas em carrinhas agrícolas em movimento, para evitar ser detetado.

Esteve cinco anos sem aparecer em público. Em abril, Abu Bakr al-Baghdadi surgiu num vídeo, onde apelava a ataques no dia de Páscoa, os quais acabaram por matar 250 pessoas.

Na operação partilhada pela administração Trump, Al-Baghdadi terá sido encurralado pelas tropas norte-americanas numa operação desenvolvida em Idlib, no nordeste da Síria. Segundo o discuso detalhado do presidente dos EUA, o fundador do ISIS estava armadilhado com explosivos e suicidou-se antes de ser caputurado.

Donald Trump diz que Abu Bakr al-Baghdadi morreu "depois de correr para um túnel sem saída, a chorar e a gritar durante todo o caminho." O presidente norte-americano afirmou também que o líder do Daesh "arrastou três dos filhos pequenos" com ele até ao túnel. Segundo o governo norte-americano, al-Baghdadi chegou ao fim do túnel e deflagrou o colete, matando-se a si e aos três filhos.

O corpo terá ficado irreconhecível depois da explosão, mas, segundo Trump, "os resultados dos testes deram uma identificação certa, imediata e positiva" de que era al-Baghdadi.

Esta alegada morte surge a pouco mais de um ano das novas eleições e chega como uma vitória para o governo de Donalt Trump, o qual enfrenta um processo de destituição por parte do Partido Democrata.

Uma Rússia cética

As reações da comunidade internacional não tardaram a surgir. A Rússia mostrou-se cética em relação à veracidade da operação desencadeada pelos EUA. Num comunicado, Igor Konashenkov, principal porta-voz do Ministério da Defesa da Federação Russa, admitiu que não existem **"**informações confiáveis sobre a operação dos militares dos EUA sobre mais uma 'eliminação' do ex-líder Abu Bakr al-Baghdadi."

A Turquia fala de um marco no fim do terrorismo, o primeiro-ministro de Israel fala de uma "impressionante conquista" e o presidente francês, Emmanuel Macron, deixa o alerta de que "A morte de Al-Baghdadi não é o fim do estado islâmico".

"A morte de al-Baghdadi é um golpe contra o Daesh, mas é apenas um passo. A luta continua com os nossos parceiros na coligação internacional, para que a organização terrorista seja definitivamente derrotada. Esta é a nossa prioridade no Levante."
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